Nicolas Santos: promessa que (ainda) não vingou no tênis adulto

João Pires/Fotojump

Em 2006, Gustavo Kuerten já agonizava com as seguidas dores no quadril e pensava com mais frequência numa inevitável aposentadoria. O Brasil sequer tinha representantes no top 100 do ranking ATP. Diante dessa realidade negativa no profissional, a safra nacional do juvenil tinha motivos para dar esperanças. Depois de Fernando Romboli alcançar a final do Banana Bowl nos 18 anos, foi a vez de Nicolas Santos, outro paulista, ganhar destaque. Na semana do dia 11 de dezembro, o jovem de Adamantina chegava à posição de número 2 do mundo, a mais alta já atingida por um brasileiro na história do ranking juvenil, desde 1978.

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Na última temporada como juvenil, Nicolas começou trilhando bons caminhos na América do Sul ao vencer três etapas da gira Cosat. Depois já credenciado como um dos destaques do circuito júnior, o paulista conquistou o vice-campeonato do Orange Bowl e o título inédito no Eddie Herr, dois resultados expressivos. Vale citar que o Eddie Herr era uma competição disputada nas quadras da academia de Nick Bollettieri, na Flórida. O mesmo treinador que formou Pete Sampras, André Agassi, irmãs Williams, Martina Hingis, entre outros campeões.

Quando terminou sua trajetória no circuito júnior, Santos já estava mesclando torneios Futures em seu calendário, porém não repetiu o sucesso com que estava acostumado na categoria anterior. Ao longo de sua carreira, o paulista oscilou entre o grupo dos 500 e 700 do mundo e seu ápice foi a posição de número 457 do ranking, de dois anos atrás.

Acostumado a tantos títulos no juvenil, Nicolas só ergueu duas taças no profissional, ambas no Brasil em Futures. Aos 27 anos, o paulista anda esquecido da mídia especializada, mas continua na briga pelo dias melhores no circuito. Talvez a discrição nesse momento seja a melhor coisa para Santos, enfim, ter condições de desempenhar seu trabalho com calma e agora com mais maturidade.

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Foto: João Pires/Fotojump



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.