No Choque-Rei particular, Denílson crava: “prefiro o Palmeiras”

Foram cinco anos de São Paulo contra pouco mais de seis meses no Palmeiras. Mas tente perguntar a Denílson qual time ele guarda mais carinho. A resposta foi dada ao jornalista Luciano Borges, dono do “Blog do Boleiro”, hospedado no UOL, em que o hoje comentarista da Bandeirantes não tem dúvidas de qual clube guarda mais carinho: “Hoje gosto muito mais do Palmeiras”.

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Na entrevista, Denílson revelou como a preferência ficou maior pelo Alviverde. Em 2007, o atacante retornou do futebol da Arábia Saudita e procurou o Reffis do Centro de Treinamento do São Paulo para trabalhar a forma física, como fazia desde que deixou o Tricolor em 1998 em uma transação de US$ 32 milhões para o Real Bétis (a maior transferência para o futebol europeu na época).

Depois de dois dias se exercitando, o jogador foi informado pelo fisioterapeuta que deveria conversar com o dirigente João Paulo de Jesus para explicar seu “estágio”. Denílson recebeu o recado do cartola tricolor de que não poderia treinar lá, apesar de toda história pelo clube. Chateado, o atacante ouviu do seu advogado uma sugestão: tentar o Palmeiras.

Eu ainda perguntei se não iria pegar mal com o São Paulo. E ele ainda me falou: ‘Com o São Paulo que acabou de fechar as portas para você?’. Eu até ri da ironia. Mas falei para ele tentar lá no Palmeiras”, revelou Denilson, que, no dia seguinte, foi recebido muito bem pelo clube e até ganhou um armário para treinar na Academia de Futebol.

Após uma temporada no FC Dallas, dos Estados Unidos, Denílson retornou a São Paulo em 2008 para readquirir o condicionamento físico. Mas nem teve dúvidas de qual muro preferir para cuidar do corpo: foi direto à Academia. Logo foi abordado pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo, que queria saber se o jogador estava disposto a entrar para o time. “Eu respondi que sim. Aí, ele me propôs um contrato de produtividade. Eu ganharia mais se jogasse mais. Eu topei e joguei no Palmeiras”, contou o ex-jogador.

Naquela temporada, Denílson foi campeão paulista pelo Palmeiras, fez sete gols em 55 partidas e virou ídolo da torcida alviverde. E o ex-jogador de 37 anos constatou: “Aconteceu então uma coisa estranha. Eu passei a ser chamado de traíra e traidor pelos são paulinos. Já os palmeirenses me tratam como ídolo. Se tiver uma mesa do lado esquerdo cheia de são paulinos e, do lado direito, tiver uma mesa de palmeirenses, eu serei mais bem recebido pela direita’‘.

Apesar da decepção com o São Paulo, Denílson não nega que ainda guarda carinho pelo clube que o revelou para o mundo e seleção brasileira. Entretanto o amor ao Palmeiras é algo mais intenso no coração do comentarista da Band. “Hoje eu sei que não foi a instituição São Paulo que me fechou as portas. Mesmo assim, reconheço a importância do que o clube fez por mim no início da minha carreira. Mas posso falar? Não é mais aquela paixão. Hoje, gostou muito mais do Palmeiras que me tratou e me trata muito bem”.

Relembre os melhores momentos de Denílson com a camisa do Palmeiras:

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Fotos: Fábio Menotti/Assessoria de Imprensa do Palmeiras



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.