Erros de arbitragem: O dia em que Amarilla acabou com o sonho da fiel

Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians

Teve mão na bola, gol legal anulado, pênalti não marcado e outro gol anulado.Copa Libertadores da América, 2013, o Corinthians ficaria novamente frente a frente com o Boca Juniors. Mas mal sabiam os jogadores que seu maior pesadelo neste dia seria o árbitro: Carlos Amarilla. O caso foi tão absurdo e ganhou tanta repercussão que ainda é pauta mesmo depois de dois anos. Em julho deste ano a fiel torcida chegou a protestar sobre o caso. 

Acho que não houve outra vez que a torcida corintiana gritou tanto, mas sem ser de felicidade como neste jogo, o assalto esteve diante de todos os milhares de olhos corintianos ou não que assistiram a tragédia. O Corinthians poderia ter ganho novamente a Libertadores. Os jogadores saíram revoltados do campo e durante o jogo contestaram inúmeras vezes as decisões da arbitragem. O jogo acabou em 1 a 1 e o Timão foi eliminado da competição. Logo nos primeiros 8 minutos da partida, o Corinthians já sabia o que estaria por vir.

Emerson Sheik estava na cara do gol, mas um dos zagueiros do time argentino tentou ser goleiro e atrapalhou a direção da bola com a mão, impedindo a saída de Sheik. Amarilla nem ligou, para o total desespero de Sheik que tentou argumentar o explicando o ocorrido e ainda ganhou um cartão amarelo por ser “reclamão”.

Após esse lance o Corinthians continuou apertando o time argentino, pois já havia perdido por 1 a 0 fora de casa e então, a vítima da vez foi Romarinho. Um dos grandes jogadores da Libertadores de 2012 teve seu gol legítimo anulado. O assistente cravou o impedimento e o juiz não contestou.

No segundo tempo já em 1 a 1, Sheik começou a achar que a perseguição era com ele. O então camisa 11 foi derrubado dentro da área, mas Amarilla não marcou pênalti.

Poderia ter acabado por aí o show de horrores mas não, o árbitro também não deu um gol para Paulinho, também herói em 2012. Amarilla anulou o gol assinalando falta no goleiro Orion na disputa que acabou em gol.

Em julho deste ano, em entrevista ao Sportv o árbitro assumiu a culpa, mas apenas de 1 lance, a mão na bola que valeria o pênalti e poderia ter mudada a história.

Imagem: Daniel Augusto Jr/ Agência Corinthians

 

 

 



Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."