Opinião: Até quando, São Paulo?

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O torcedor são-paulino amargurou mais um vexame na Copa do Brasil. A zebra da vez foi o Ceará B. O B não é do Campeonato Brasileiro, e sim, do time B que utilizou diante de um São Paulo, praticamente, completo.

O jogo de hoje lembrou muito o do ano passado, no mesmo torneio, contra o Bragantino, com a vitória do Massa Bruta em pleno Morumbi por um placar maior: 3×1.

De forma desorganizada e com uma escalação que tinha dois laterais-esquerdo, o time ficou perdido mais uma vez. E sobrou para Carlinhos que, apesar de ser o “coringa” de hoje, deu conta do recado. O seu filme poderia sair queimado facilmente, mas soube se comportar bem.

E a bagunça resultou em gol do Vozão. Aos 17 minutos, na única cobrança de escanteio da partida inteira por parte dos cearenses, contra DEZESSETE do São Paulo, a equipe conseguiu abrir o placar com Rafael Costa, livre na pequena área, sem dar chances para Renan Ribeiro. Como de costume, o São Paulo sentiu o golpe e o emocional bateu.

Com o lado esquerdo “congestionado”, Juan Carlos Osorio deslocou Alexandre Pato para o lado direito, ajudando Bruno, sem muito sucesso. Michel Bastos de segundo volante não rendeu de novo, Ganso escondido mais uma vez e Luis Fabiano, com uma lesão no joelho, só suportou o primeiro tempo e foi substituído pelo estreante Wilder, que pouco produziu.

A entrada de Wesley no lugar de Reinaldo poderia facilitar a ida de Carlinhos para ala, mas Osorio optou por Michel Bastos fazer a de lateral, o que prejudicou ainda mais as subidas do ataque Tricolor sem um objetivo.

Para piorar a situação, aos 18 da etapa final, Luiz Eduardo cometeu pênalti e o artilheiro da noite, Rafael Costa, marcou mais um para o Vozão. Esta seria a pior apresentação do ano, justamente em sua casa. Em dois jogos, a equipe sofreu cinco gols no Morumbi. É muita coisa e o setor defensivo é o mais criticado da equipe em 2015.

Mesmo com o gol de Alexandre Pato, o seu vigésimo no ano, não tirou a noite apática de um time muito limitado. A ideia de Osorio implantar o rodízio em campo é magnifica, muda muito o conceito do futebol brasileiro. Tem o meu apoio para isso. Mas, não para agora. Parece que ele ainda não entendeu que o material humano é inadequado, não conseguem absorver o aprendizado rápido. É um time incapacitado para tal conhecimento.

E a Copa do Brasil volta ser um pesadelo para o são-paulino. Parece que os dois nunca se deram. Tentaram um romance em 2000, mas não rolou a química igual a do Cruzeiro. De lá pra cá, o São Paulo a procurava, mas ela não dava mais bola para ele. Sequer deu uma segunda chance. E parece que não será neste ano que acontecerá um laço afetivo. Até quando?

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