Prost chefe de Senna? Acredite, isso poderia ter acontecido!

Você já imaginou Ayrton Senna pilotando em uma escuderia chamada “Prost”? É complicado pensar em uma combinação dessas sabendo que o brasileiro e o francês Alain Prost protagonizaram uma das maiores rivalidades da Fórmula 1. Entretanto, o “Professor” (como ficou conhecido o francês) admitiu que, se não fosse o acidente fatal com o maior ídolo verde-amarelo das pistas no GP de San Marino, em 1994, o plano de ter Senna correndo em sua equipe poderia se tornar realidade.

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Em entrevista à revista “AUTO”, da Federação Internacional de Automobilismo, Prost disse que, à época, estava negociando a compra da Ligier, que se tornaria a equipe Prost três anos depois. “É engraçado. Talvez uma semana antes do acidente nós estávamos conversando no telefone e eu disse ao Ayrton: ‘Sabe, seria engraçado se um dia eu tivesse uma equipe e você pudesse ser meu piloto’. E nós rimos disso. Naquela época eu já estava negociando a compra da Ligier, no começo de 94. Seria fantástico, definitivamente”, revelou o tetracampeão mundial.

A rixa entre Senna e Prost começou em 1988 quando o brasileiro foi contratado pela McLaren, que já tinha o francês como piloto. Senna conquistou o campeonato naquela temporada, mas o francês deu o troco no ano seguinte, em uma polêmica no GP do Japão, quando o brasileiro foi desclassificado da prova por ter retornado à pista em um local proibido do circuito.

Em 1990, Senna chegou ao bicampeonato e novamente numa polêmica em Suzuka: largando na pole position, o paulista foi forçado a largar do lado sujo da pista, o que deu vantagem para Prost ultrapassá-lo na largada. Mas a corrida acabou para os dois na primeira curva, quando Ayrton jogou o carro para cima do rival. Como o brasileiro estava na frente no campeonato, ficou com o título.

Os dois só fariam, de fato, as pazes em 1993 quando Prost fez a última temporada como piloto profissional. Ao erguer o quarto troféu mundial, o “Professor” convidou Senna a subir no mesmo degrau do pódio no GP da Austrália daquele ano. Era o início de uma amizade intensa e, ao mesmo tempo, efêmera, já que cinco meses depois, Senna sofreria acidente fatal em Ímola, já pilotando a Williams Renault.

“Nosso relacionamento foi excepcional, especialmente comparado a quando estávamos correndo! E garanto que nossa relação seria muito, muito boa se Ayrton ainda estivesse conosco. Não há dúvidas disso”, disse Prost, que também se mostrou arrependido de ter montado sua própria escudeira na F1. Sua equipe durou de 1997 a 2001. Ao todo foram 81 GPs e três pódios, dois com o francês Olivier Panis e um com o italiano Jarno Trulli.

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Fotos: Getty Images



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.