Se vencer Bethe, Ronda não terá mais rivais no UFC. Cyborg pode ser a solução

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Ronda Rousey não é considerada a melhor lutadora do MMA feminino à toa. A norte-americana está invicta desde que começou a lutar profissionalmente, em 2011, é letal no chão, aplica quedas muito eficientes e não faz feio lutando em pé, trocando socos e chutes. Por tudo isso, Ronda confirma seu posto de rainha do MMA feminino luta após luta. Para o UFC 190, que acontece neste sábado (1) no Rio de Janeiro, ela é favorita para defender o cinturão do peso galo (61kg) contra a brasileira Bethe Correia.

Se confirmar o favoritismo e vencer Bethe – seja com seu temido armlock (chave de braço), que superou nove de suas 11 rivais com facilidade, ou por outra maneira – Ronda entrará em uma espécie de “beco sem saída”. O motivo é simples: não existe, hoje, no UFC, rivais à altura de Ronda.

Tanto é que a próxima adversária ao cinturão é a americana Miesha Tate, que já enfrentou Ronda no UFC e perdeu. Das cinco primeiras colocadas do ranking do UFC, Ronda já lutou contra todas. A número é a própria Miesha. Em seguida, vem Cat Zingano, finalizada em apenas 14 segundos no UFC 184. A número 3, Alexis Davis, foi nocauteada em 16 segundos no UFC 175. E a número 4, Sara McMann, sobreviveu por 1m06 no UFC 170 antes de ser nocauteada por Ronda. A número 5 é Bethe Correia, rival deste fim de semana.

Como descer para o peso palha é uma hipótese inexistente para Ronda, que costuma lutar no judô na categoria até 70kg, o caminho natural para a campeã seria subir de categoria. O problema é: o UFC não possui, para as mulheres, a categoria dos penas (66kg). E aí estaria o próximo (e esperado) desafio de Ronda: a brasileira Cris Cyborg.

Ex-campeã do Strikeforce e campeã do Invicta FC, Cyborg é apontada como a única mulher com condições de superar Ronda. As duas vivem se provocando e Ronda afirma que, se Cyborg que lutar contra ela, que bata os 61kg necessários. Cyborg já anunciou que tentará chegar ao peso exigido pela campeã para, enfim, fazer o embate acontecer.

Seria interessante para o UFC, dado o sucesso do MMA feminino, criar a categoria dos penas. No Strikeforce, evento que foi absorvido pelo UFC, as mulheres “galo”e “pena” conviviam em harmonia. Por que não no octógono?



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.