Seleção feminina diz que “saiu das sombras da natação masculina”

Seleção feminina diz que “saiu das sombras da natação masculina” - Foto: Luiza Vaz

Este ano, a seleção feminina de natação tem mostrado seu potencial nas piscinas internacionais. A atleta Etiene Medeiros conquistou o 1° ouro da natação brasileira feminina nos Jogos Pan-Americanos e a prata nos 50 metros nado costas no Mundial de Kazan e a equipe ainda garantiu a vaga olímpica nos 400 metros livre e nos 4×200 metros livre. Segundo as nadadores, esses são resultados de uma mudança que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) fez alguns anos atrás para tirar o feminino das “sombras do masculino”.

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Para Jéssica Cavalheiro, atleta que ajudou a seleção a conquistar a vaga olímpica dos 4x200m livre no Mundial de Kazan, a divisão de técnicos entre as seleções foi a peça chave para as nadadoras terem mais confiança na piscina. “Depois dessa divisão começamos a trilhar com uma equipe feminina mais forte. A gente começou a ter um trabalho mais direcionado ao feminino para sairmos das sombras dos meninos. Esse é o terceiro ano, se eu não me engano, que a gente tem projetos para a natação feminina, como viagens internacionais só nós. Começamos a acreditar que aquele trabalho era certo e que a gente também tem capacidade e qualidades. Foi assim que foram surgindo os resultados individuais até que esse ano melhoramos nos revezamentos mais ainda. E a gente está trabalhando para conseguir mais”, declarou Jéssica, que treina no Sesi-SP.

Daynara de Paula concorda com a companheira de equipe na seleção e no Sesi: “A divisão foi fundamental para a natação feminina, porque a gente, infelizmente, ainda não está no mesmo nível que os meninos e nem temos as mesmas estruturas que eles. Eu acho que era isso que estava faltando, porque nós tivemos um pouquinho mais de atenção. Aos poucos estamos chegando no nível do time masculino. Eu fui para as Olimpíadas de 2012, não tinha nenhum revezamento, já em 2008 tinha. Eu acho que voltar a ter todos os revezamentos mostra que a natação feminina está crescendo”, finaliza.

Foto: Luiza Vaz



Jornalista pós-graduada em jornalismo esportivo e apaixonada pelo basquete desde os 11 anos de idade, independente do campeonato e da nacionalidade.