Tevez relembra o dia em que foi preso e virou lixeiro na Inglaterra

Deportivo Cali x Boca Juniors
Foto: Divulgação

Muita gente se emocionou com o retorno de Carlitos Tevez ao Boca Juniors. Craque e ídolo na Juventus, o argentino trocou toda a magia do futebol europeu para defender novamente as cores do time do seu coração, em um gesto de amor cada vez mais raro no futebol atual.

LEIA MAIS:
Veja a reação dos atletas dos EUA ao ver o haka da Nova Zelândia
Nova Zelândia dança o haka e deixa jogadores dos EUA atônitos; veja

O que pouca gente sabia era que enquanto esteve longe de sua terra natal, Tevez viveu alguns dramas, sobretudo na Inglaterra, onde atuou por West Ham, Manchester United e Manchester City. Foi justamente no time de Alex Fergusson, alias, que Tevez viveu seus principais dramas:

“Eu estava sem carteira na Inglaterra (na época de Manchester United), me pararam uma vez e levaram o carro. Na segunda vez, me pararam e fizeram o mesmo. Me avisaram que se me pegassem novamente, eu iria preso. E assim veio a terceira. Vane, minha mulher, me levava aos treinos e ia me buscar. Em um momento, eu estava cansado disso e queria dirigir.

Na Inglaterra estávamos só nos dois (ele e sua mulher), um dia nós brigamos, discutimos. Tinha classe de golfe quatro quadras de casa e eu tinha começado classe de golfe com um professor. Não falava com minha mulher, tinha aula de golfe. Peguei o carro e fui. Quando cheguei na aula de golfe, um homem que sabia que não podia de dirigir, chamou a polícia. Saio do campo de golfe, não podiam me pegar dentro, saí, cheguei na rua e ouvi a sirene em um carro particular. Eu estava falando no telefone com minha mulher. Desligo o telefone, encosto e paro. Abaixo a janela e quero falar algo, o policial me empurra, tira a chave e me força contra o volante. Me dá uma cotovelada no peito, eu caio para trás, tira a chaves e me tira do carro

Me colocou no carro e levou para a delegacia algemado. Lá eu liguei para minha mulher e meu advogado, que falou para eu não falar nada

Esperei em uma cela, sozinho na cela. Chegou advogado e disse que não declarei nada. Aí me fui para a casa depois de duas horas e virou um escândalo mundial. Entendi que não podia dirigir.

Me falavam que eu ia preso e eu não acreditava. Depois que fui julgado, tive de fazer trabalhos comunitários. A primeira atividade que tive que limpar lixeiras e voltar a máquina para o lugar, com uniforme. Depois tive um trabalho fixo. Me colocaram para cuidar das plantas”, disse o craque argentino ao programa Animales Sueltos.

Foto: Divulgação/Boca Juniors