Divergências sobre arbitragem “aquecem” debates em programas esportivos

Michel Laurence

A arbitragem nacional tem provocado comentários de fãs e comentaristas de mesas redondas esportivas. Nesta semana, após o final do primeiro turno do Brasileirão, programas como Fox Sports Rádio, Linha de Passe e Bate Bola tiveram calorosas discussões sobre o assunto.

LEIA MAIS:
José Trajano critica os juízes e questiona a liderança do Corinthians

Um dos exemplos destas discussões acaloradas. veio nesta segunda-feira (17) no programa Fox Sports Rádio, no canal Fox:  “O Corinthians não tem nada a ver com estes problemas que vocês estão falando. O Corinthians não apitou jogo”, esbravejou o jornalista Osvaldo Pascoal, um dos integrantes da mesa.

Os debates tem girado em torno de duas questões principais: uma delas diz respeito aos lances em si, em que cada comentarista acaba emitindo uma opinião bastante diferente dos demais.

Outro ponto abordado nos debates esportivos insinua sobre uma possível intenção dos árbitros de beneficiar um determinado clube. Alê Oliveira, comentarista do programa Bate Bola, da ESPN Brasil, ponderou: “O Campeonato Brasileiro é disputado por pontos corridos em 38 rodadas, não em três”.

Segundo Alê Oliveira tem que ter um cuidado por culpar o Corinthians por erros de arbitragem. Leonardo Bertozzi aproveitou a deixa e indagou: “Com uma arbitragem correta nas últimas três rodadas, a classificação do Brasileiro seria essa?”.

Outro programa que abordou de forma bastante acalorada o tema foi o Linha de Passe, também do canal ESPN. Trajano começou com um desabafo: “Não consigo mais fazer programas que falem de futebol” .

No mesmo programa, o jornalista Mauro Cezar Pereira expressou seu ponto de vista: “Tem gente da imprensa que diz que jornalista tem que provar acusações. Eu prefiro acreditar que o futebol tem todos esses erros por incompetência da arbitragem, mas no Brasil temos motivos suficientes para desconfiar das coisas. Não podemos esquecer que umas das funções do jornalista é desconfiar das coisas. Quem tem que provar que está correto são eles (arbitragem) e não nós. Jornalista não é policial. Se eventualmente conseguimos provar algo, conseguimos o que chamamos de gol na profissão”, finalizou

Leonardo Bertozzi, que também esteve presente no programa Linha de Passe, completou a ideia do colega: “O problema é que parece que você (se referindo a todos os jornalistas) está sempre insinuando algo, quando na verdade está apenas levantando um acontecido”.

Crédito da foto: Reprodução/ESPN