Top 11: os xarás mais notáveis do futebol

Dizem que o futebol é cíclico. Quem estava bem ontem, pode estar sofrendo hoje, os craques mudam de tempos em tempos, os nomes sempre se renovam para que a idolatria da torcida seja renovada. Quer dizer, nem sempre.

Homônimos fazem parte do esporte, sobretudo no Brasil. Eles aparecem em novas safras de jogadores notáveis, folclóricos. Apesar de não desfrutarem do sucesso dos seus xarás, tiveram momentos bons e memoráveis na carreira, o que fez com que entrassem para essa lista. Desde já, contamos com a sua colaboração para relembrar outros exemplos.

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Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o futebolista mais popular da história. Tricampeão do mundo pelo Brasil e bicampeão mundial pelo Santos. Inspirou o ‘batismo’ de vários outros Pelés depois de sua aposentadoria. O mais famoso foi Vitor Hugo Gomes Passos, um português que atuava como volante e muita gente acreditou que ele seria um bom jogador. Começou no Salgueiros, passou pelo Vitória Guimarães, Internazionale, Porto, Portsmouth, Valladolid, Eskisehirspor, Ergotelis e Olympiakos. Tem 27 anos e está emprestado no Levadiakos. Desnecessário dizer que falhou na missão de se consolidar como atleta de nível internacional.

Sócrates

O Doutor Sócrates acaba entrando em toda santa lista que fazemos aqui no site. Admitimos que é um dos nossos craques favoritos. Pois bem, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira brilhou nos anos 1980 com a sua classe e toques de calcanhar no meio-campo. O Doutor tem um homônimo que faz basicamente o inverso: o grego Sokratis Papasthatopoulos, conhecido como Sokratis. O zagueiro de 27 anos, ao contrário do ex-corintiano, tem como missão descontruir o jogo adversário. Já jogou por AEK, Niki Volos, Genoa, Milan e Werder Bremen. Hoje está no Borussia Dortmund. Já disputou duas Copas do Mundo.

Mirandinha

Mirandinha (Francisco Ernandi Lima da Silva) foi inicialmente um atacante cearense que teve fama nos anos 1980, quando passou pelo Palmeiras e foi parar no Newcastle, sendo o primeiro brasileiro a atuar na Inglaterra. Na década de 1990, foi sucedido no cargo de Mirandinha por Isaílton Ferreira da Silva, também atacante, este revelado pelo Ceará no fim dos anos 80. Defendeu Noroeste, Ceará, Paysandu, Paraná, Sion antes de defender o Corinthians, em sua grande fase da carreira. Campeão Brasileiro em 1998, saiu para o Juventude e se aposentou em 2001 pelo América Mineiro.

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Paulo Isidoro

Paulo Isidoro (de Jesus), o primeiro mei0-campista, começou sua carreira em 1974, pelo Nacional-AM. Teve grandes fases por Atlético Mineiro e Grêmio, até esteve na Copa do Mundo de 1982. Campeão brasileiro em 1981 pelo Tricolor gaúcho, foi sucedido na linha dos Paulos Isidoros por Alex Sandro Santana de Oliveira, revelado pelo Vitória em 1991. Foi para o Grande Palmeiras de 1994 e rodou por alguns clubes brasileiros depois disso, como o Internacional, Guarani, Cruzeiro, Vitória, Fluminense, Fortaleza, Bahia e Mogi Mirim. Se aposentou em 2011. Está com 41 anos.

Cicinho

“Você ligou, você ligou para o Cicinho, no momento eu não posso atender” O primeiro lateral Cicinho, Cícero João de Cézare, despontou para o futebol em 1999, pelo Botafogo de Ribeirão Preto. Ainda atuou no Atlético Mineiro antes de jogar no São Paulo, sendo campeão da Libertadores e do Mundial. Foi parar no Real Madrid e na Roma, antes de entrar em franca decadência por causa do alcoolismo. O outro Cicinho (Alex Sandro Mendonça dos Santos) da história surgiu em 2010, pelo Santo André. Jogou no Palmeiras e saiu para o Sevilla, em 2012. Hoje está no Bahia, com 29 anos. O terceiro lateral Cicinho, Neuciano Gusmão, estourou pela Ponte Preta e defendeu o Santos por dois anos antes de ser negociado com o Ludogorets, da Bulgária. Tem 26 anos. Concluímos, portanto, que Cicinho também é um cargo, não um apelido.

Rivaldo

Craque brasileiro com passagens por Santa Cruz, Mogi Mirim, Corinthians, Palmeiras, Barcelona, Milan, Cruzeiro e outros trocentos clubes, Rivaldo Vitor Borba Ferreira foi um dos campeões mundiais de 2002 e soma outros títulos importantes na carreira. Atuava como meia e atacante e só parou em 2015, aos 43 anos, atuando pelo Mogi, clube que também preside. O segundo Rivaldo (Rivaldo Barbosa de Souza) famoso, este como lateral, apareceu no Avaí e ganhou uma chance no Palmeiras, o lugar ideal para jogadores genéricos. Rodou por Sport e Figueirense, hoje está no Esteghlal do Irã, com 29 anos.

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Neneca

Campeão brasileiro de 1978 pelo Guarani, Hélio Miguel foi o primeiro Neneca de uma escola de goleiros. Falecido em janeiro deste ano, iniciou toda uma linhagem de arqueiros apelidados de Neneca, todos por sua causa. Foram inúmeros Nenecas espalhados pelo futebol brasileiro ao longo das últimas décadas. O mais notável foi Anderson Soares da Silva, de 34 anos, que passou por Santo André, América Mineiro, Guarani e Figueirense. Hoje está no Botafogo de Ribeirão Preto. Neneca é o Batman dos goleiros: sempre um novo ator acaba interpretando o personagem dentro das quatro linhas.

Tupãzinho

O primeiro Tupãzinho, José Ernâni da Rosa, atuava como meia do Guarany de Bagé e teve grande fama como atleta do Palmeiras, nos anos 1960. Morreu em 1986 e deixou um legado com o seu apelido. Graças ao Corinthians, o Brasil conheceu Pedro Francisco Garcia, atacante e talismã alvinegro no título brasileiro de 1990 e em diversas outras competições. Tupãzinho, o corintiano, ainda jogou por Fluminense e América Mineiro. Parou em 2004 e hoje é treinador do VOCEM, de Assis.

Palhinha

O meia Wanderlei Eustáquio de Oliveira será sempre lembrado pela bola que jogou no Cruzeiro nos anos 1970. Saiu da Raposa apenas em 1977, para o Corinthians, onde ajudou a encerrar a seca de 23 anos sem títulos do Timão. Palhinha ainda defendeu o Atlético Mineiro, o Santos e o América-RJ antes de se aposentar em 1985. Já o meia Jorge Ferreira da Silva, o segundo grande Palhinha, foi revelado pelo América Mineiro, teve grande passagem pelo São Paulo e foi bicampeão da Libertadores e do Mundial em 1992–93. No Cruzeiro, venceu a Libertadores de 1997 e seguiu para o Mallorca. Rodou por Flamengo, Grêmio (saiu após uma confusão com a mulher de Danrlei) e outras equipes menores no Brasil, nos Emirados Árabes Unidos e no Peru, por Alianza Lima e Sporting Cristal. Parou em 2006.

Müller

Gerd Müller é até hoje lembrado como o maior centroavante que a Alemanha já teve. Apesar de ter sido ultrapassado por Miroslav Klose na artilharia geral das Copas do Mundo, ficou marcado na história do futebol pelos gols em Mundiais e pelo Bayern. O bigodudo teve em Müller, este brasileiro, seu primeiro grande sucessor. Luís Antônio Corrêa da Costa, nascido em Campo Grande, começou no São Paulo e ganhou tudo e mais um pouco no Morumbi. Jogou no Torino, no Kashiwa Reysol e no Palmeiras de 1995 e 96. Teve passagens por Santos, Corinthians, Cruzeiro, São Caetano, Portuguesa e parou pela primeira vez em 2004, com a camisa do Ipatinga. Hoje tem 49 anos e voltou a jogar pelo Fernandópolis, na quarta divisão paulista.

Souza

Muitos Souzas já marcaram seus nomes na história do futebol brasileiro. O primeiro que se tem notícia foi o meia canhoto Ivanaldo de Souza, no América de Natal, no início dos anos 1990. Ele teve grande fase pelo Corinthians, onde foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 1995. Defendeu as cores do São Paulo, do Atlético Mineiro e do Krylya Sovetov, da Rússia. Parou em 2011, pelo mesmo América de Natal que o revelou. Nesse intervalo, viu uma explosão de Souzas no futebol brasileiro.

  • O meia carismático Souza Williames de Souza Silva, que fez sucesso no São Paulo campeão da Libertadores em 2005
  • O atacante Rodrigo de Souza Cardoso, apelidado como Caveirão, com passagens pelo Flamengo e pelo Corinthians
  • Os volantes Souza (ver Ferrugem, Elierce Barbosa de Souza), revelado pelo Palmeiras, hoje joga no Bahia
  • Josef de Souza, formado no Vasco, com passagens por Grêmio e Vasco, hoje está no Fenerbahce.

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O elo entre o futebol de ontem e hoje. Futebol e mais futebol em histórias que não saem no jornal. Por Felipe Portes, paulistano de 25 anos. Conteúdo clássico, analítico e sem as manias da imprensa convencional. Esse é o "Todo Futebol".