Vitória de Bethe será histórica para o MMA do Brasil

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Caso a zebra passeie pela HSBC Arena, no Rio de Janeiro, e Bethe Correia consiga ser a primeira mulher a vencer Ronda Rousey, ela estará na história do UFC. Não apenas pelo fato de ser a única lutadora a derrotar a temida campeã. Mas por ser a primeira brasileira a conquistar o cinturão nas categorias femininas.

Esse é o lado bom da conquista de Bethe. O lado ruim é: muito provavelmente, Bethe terá de encarar Ronda Rousey novamente, em uma revanche certamente acontecerá mesmo se a norte-americana perder de maneira contundente. E terá de provar que não foi uma zebra.

Foi assim quando Anderson Silva foi nocauteado por Chris Weidman no UFC 162, em julho de 2013. Em dezembro de 2013, no UFC 168, eles se enfrentaram novamente e Weidman confirmou que, de zebra, não teve nada.

Matt Serra, por sua vez, foi realmente uma zebra quando nocauteou o então campeão dos meio-médios Georges St-Pierre no UFC 69, em abril de 2007. Na revanche, disputada um ano depois no UFC 83, foi nocauteado pelo canadense.

Contudo, a tendência é que Bethe entre na fila de derrotas por Ronda. Isso fará com que a brasileira se mantenha entre o top 5 da divisão dos galos. E, para ter futuramente outra chance de desbancar a campeã, seja Ronda ou qualquer outra, terá de se manter ativa e vitoriosa.

Caso não consiga embalar uma sequência de vitórias, um caminho para a paraibana pode ser uma eventual descida para o peso palha. Cortar peso não seria, talvez, problemático. Na pesagem para o UFC 190, Bethe cravou 60,8kg, abaixo do limite de 61,2kg. Chegar aos 57kg exigidos pelo peso palha não seria tão sacrificante para “Pitbull”.

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.