23 coisas que sempre provocam brigas nas brincadeiras de futebol

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Futebol é um modo de vida, é emoção, é paixão, mas também é muita brincadeira e diversão. Seja qual for a sua idade, com certeza esse esporte entrou de alguma maneira entre os joguinhos da sua geração.

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Pode ser na rua, na quadra da escola, no quintal de casa, no pebolim (ou totó), na mesa de botão, ou até no videogame, o fato é que o futebol está presente na vida do brasileiro. E, com ele, as polêmicas. Reclamações, brigas e gritarias não fazem parte apenas das competições profissionais, não, senhor.

No mundo dos boleiros, quase sempre há algum motivo para esquentar e acirrar os ânimos. O Torcedores.com viajou no tempo e na memória para lembrar quais eram as razões que te levavam a ficar muito irritado com os amigos no que era para ser apenas uma brincadeira, mas se tornava uma verdadeira “final de Copa do Mundo” para os supercompetitivos.

1) O Dono da Bola™

bola do paulistao 2008

Sempre tinha a criança que era dona da bola usada no jogo. E muitas vezes ela queria ter sempre a razão nas reclamações, nas marcações de falta, nos gols anulados. Se não acontecesse desse jeito, a bola simplesmente era levada de volta para casa, e o jogo acabava. Sim, o poder do dinheiro e das propriedades já dava as caras na sua infância.

2) Impedimento no futebol de botão

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Sim, ele existe nas regras oficial do Futebol de Mesa, um esporte de verdade. Mas, no bom e velho “futebol de botão” da brincadeira, muita gente insistia que não. Isso dava muita briga, já que não havia um bandeira para assinalar as infrações.

3) A altura do gol

Foto: Getty Images
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Ja jogou com aqueles golzinhos demarcados com dois chinelos, cones, pedras, etc? Então você sabe o drama que era saber a altura até onde seria aceitável um gol. Via de regra, não tinha essa de altura, passou do meio dos chinelos, era gol. Mas muita gente brigava e não queria topar as bolas muito altas. Briga.

4) “Bolinha” que parava em cima do botão

futebol-botao-defasado

Nem todo mundo jogou futebol de botão do jeito certo (ou clássico), com uma bolinha de feltro. Nos anos 1990, eram muito populares os botões da Gulliver, que contavam com uma bolinha que parecia mais um disco daqueles de hóquei sobre o gelo. E, muitas vezes, a dita “bolinha” parava em cima do botão. Como fazer? Para uns, falta. Para outros, segue o jogo. O problema da falta é quando ela acontecia dentro da área. Sem querer, pênalti!

5) Saiu, acabou

Futebol de Rua
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O famoso “último lance” tinha essa espécie de regra não escrita, o jogo acabaria assim que a bola saísse. Mas é claro que sempre tinha um gaiato do time vencedor que enfiava o pé na bola para que ela sumisse do campo, encerrando o duelo.

6) Lateral com o pé ou com a mão

Crédito da foto: Divulgação/Mundial de Futebol de Rua.
Crédito da foto: Divulgação/Mundial de Futebol de Rua.

A bola sai pela lateral, e o jogador do time que tem a posse dela quer repor e reiniciar o jogo o mais rápido possível. Então, se ela estiver alta, o cara pega com as mãos e lança. Se estiver baixa, só para na linha e toca com o pé. Está aí a origem de muita gritaria e indignação. Afinal, lateral no seu jogo de escola, rua, quintal, etc, era com a mão, ou com o pé?

7) Lateral na praia

Divulgação/CBV
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O que é linha lateral na praia? É o mar, é onde a areia começa a ficar molhada?

8) Bola na mão ou mão na bola

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Se essa rende brigas que duram semanas no Brasileirão, imagine definir essa regra num jogo de amigos que nem juiz tem. Você já perdeu uns bons minutos nessas discussões.

9) Pausar o game na hora do gol

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Essa é para galera que já é da época dos videogames. Tem coisa mais absurda no futebol virtual que o metido a espertinho que aperta o pause justamente na hora do gol?

10) Sair do jogo online

Reprodução/EA Sports
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É extremamente irritante quando você finalmente consegue “deitar” no adversário e meter aquela goleada, mas ele desliga o jogo no 3 a 0. Como assim, não podemos nos sentir a Alemanha nem no videogame?

11) O que é pé alto?

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Nem sempre há bom senso para essa pergunta. Para uns, qualquer levantada de perna já gera uma reclamação. Para outros, abaixo do pescoço tudo é canela. Esse é um baaaaita drama.

12) Interclasses

futebol-escola

As maiores rivalidades do começo da sua vida estão nos campeonatos da escola. Ganhar da “sala dos moleques folgados”, ou dos metidos a populares, ou ainda dos “invencíveis” é uma das maiores emoções que alguém pode ter no esporte durante a infância/adolescência. Mas também tem os ânimos acirrados desde a semana antes do torneio, com direito a provocações que acabavam refletindo em quadra. Azar do professor responsável por segurar a onda nesses casos.

13) Quem começa com a bola?

bola

Na falta de uma moedinha para decidir no cara ou coroa quem dá a saída para o jogo, mais um foco de confusão pode ser instalado. Normalmente o bom e velho “par ou ímpar” é a solução ideal, mas numa partida de “com camisa x sem camisa”, não é incomum o time dos “descamisados” pedir para começar com a bola, como se fosse uma grande desvantagem jogar sem a peça de roupa.

14) Saída após o gol

Crédito da foto: Reprodução/Twitter
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E depois do gol, como era a saída do seu jogo? Muita gente aderia ao estilo “Bangu”, como era conhecido o reinício do jogo a partir da próxima meta de quem sofria o gol, e não do meio de quadra. Se não fosse combinada antes, provocava muita confusão, porque saíam muitos outros gols enquanto o outro time estava ainda desconcentrado, ou comemorando o tento anterior.

15) Bicudas

jogadora chute pescoco

Pode ser uma maldosa na canela, em qualquer parte do corpo do adversário, ou até um chute inocente que só queria alcançar o gol. Se você forçar uma bicuda no futebol entre amigos ou colegas, a chapa pode esquentar.

16) “Teto” no society

futebolborracha

Sabe quando a bola dá aquela encostada na rede que fica por cima da quadra no futebol society? O correto é marcar saída de bola, mas nem sempre todo mundo concorda que a bola de fato tocou no “teto”. Se fosse um teto, de fato, a bola claramente mudaria a trajetória, mas nem sempre é possível afirmar com certeza que ela tocou na rede. Aí começam mais algumas loooongas discussões.

17) Jogar com trave sem rede

Foto: Reprodução/OLX
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É quase o mesmo problema do item anterior. Acontecia muito nos jogos de escola, em quadras muitas vezes ruins nas quais tinha que se agradecer o fato de haver traves para jogar. Não tinha um árbitro, não tinha uma bandeira. E aí para afirmar se uma bola foi por dentro ou por fora? Pode parecer bobagem, mas acontecia muito!

18) Briga com o síndico do prédio

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Barulho, boladas, gritaria na quadra. Tudo isso era motivo para incomodar os moradores, que logo acionavam seu líder no condomínio para estragar a festa da molecada.

19) O time “de próximo”

Normalmente, quem ganhava continuava jogando, e o time “de próximo” substituía o derrotado. Mas, e quando empatava? Saíam os dois, caso houvesse mais de um time aguardando? Saía o “desafiante”, já que o outro ainda não tinha sido batido? Ou saía o “desafiado”, que jogava há mais tempo sem parar.

20) Preferência na quadra

Reprodução/Twitter
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SEMPRE TEM A PANELINHA. Os caras que não largam a quadra “nem a pau”, se fazem donos dela. Isso já deu muita briga.

20 – ESPECIAL: Se for parte de um grupo de mulheres querendo jogar futebol, sabe BEM como muitos marmanjos agem nesse caso, ironizando as meninas e não querendo ceder o espaço para a diversão delas.

21) Os calçados

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Se houvesse um cara de tênis na brincadeira, ele tinha que tirar. Se houvesse um cara de chinelo (sim, eles existem!) contra a galera de tênis, já começava o chororô para todo mundo jogar descalço.

22) Mão no peito

Aquele cara que joga futebol como se fosse um polvo é um grande causador de confusões. É passar a bola para ele, que começa a “proteção”. Azar dos adversários, que mal conseguem chegar para tomar a redonda sem levar uma mãozada no pescoço, no peito, ou até no rosto.

23) O Fominha™

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INSUPORTÁVEL, este cara não precisa de mais explicações.

BÔNUS:

Nossos amigos do Desimpedidos fizeram uma compilação das maiores brigas do futebol. Já entrou em alguma assim?



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.