Alemães lideram a lista de clubes que estão ajudando refugiados na Europa

Seja oferecendo doações em dinheiro ou através de ações de caridade, os clubes alemães são os que mais tem se mostrado engajados socialmente e solidários com o drama vivido pelos milhares de refugiados advindos do Oriente Médio. Mas há também clubes na Áustria, Espanha, Escócia, Itália e Portugal oferecendo apoio. 

Além da ajuda proveniente dos clubes, o Comitê Olímpico Internacional disponibilizou dois milhões de dólares (em torno de R$ 7.6 milhões) para projetos que visam oferecer apoio aos refugiados através do esporte.

Confira abaixo a lista de clubes por país e o tipo de ajuda oferecida:

Alemanha:

  • Bayer Leverkusen: iniciou o projeto “Bayer 04 macht Schule” (Bayer 04 escola) para ajudar crianças refugiadas a entrar no clube. Além disso, doou 14 mil euros (em torno de R$ 60 mil) para o conselho de refugiados da cidade, sendo que o dinheiro foi proveniente dos 42 mil euros (em torno de R$ 180 mil) arrecadados pelo clube no seu projeto de caridade “Spiel der Herzen” (jogo do coração).
  • Bayern München​: doou em torno de R$ 4.3 milhões (um milhão de euros) para projetos de ajuda à refugiados e colocou a disposição seus campos de treinamento para as crianças aprenderem alemão, fazerem refeições e ganhar material esportivo do clube. Além disso, 11 crianças refugiadas entrarão junto com os jogadores do clube em sua próxima partida na Arena do clube.
  • Borussia Dortmund​: convidou 220 refugiados para assistir a sua partida da Liga da Europa contra o time norueguês, Odds Ballklubb. A iniciativa é parte de uma campanha da cidade, chamada “Angekommen in Dortmund” (chegando em Dortmund).
  • Cologne: ampliou seu projeto social com refugiados, que tem como lema “futebol une as pessoas”.
  • Hannover​: doou material esportivo e chuteiras para refugiados.
  • Hoffenheim​: doou material esportivo e chuteiras para refugiados.
  • Ingolstadt: time da segunda divisão alemã, está trabalhando em conjunto com escolas para combater o racismo contra refugiados na sua região.
  • Schalke 04​: convidou 100 refugiados para a sua partida de abertura da temporada e também fundou a ideia “Kumpel-Kiste” (caixa amiga), onde roupas e brinquedos doados foram enviados para refugiados.
  • Stuttgart: convidou mais de 400 refugiados para assistir a uma partida na curva do estádio “Untertürkheimer Kurve” em parceria com a Mercedes-Benz. Já em conjunto com a prefeitura da cidade, o clube também oferece aulas de futebol para os refugiados.
  • Werder Bremen: fundou o projeto “Bleib am Ball” (fique com a bola) para ajudar refugiados na sua região.

Áustria:

  • Wiener Sportklub​: time que disputa a terceira divisão austríaca, desde a pré-temporada tem estampado na frente da sua camisa o logo “Refugees Welcome” (bem-vindo refugiados).

Espanha:

  • Real Madrid: doou um milhão de euros (em torno de R$ 4.3 milhões) e material esportivo para crianças refugiadas. Os madrilenho também prometeram disponibilizar alguns espaços da infraestrutura do clube para acolher refugiados.

Escócia:

  • Celtic: para ajudar refugiados na cidade, doará o dinheiro arrecadado da tradicional partida beneficente contra o Dunfermline.

Itália:

  • Roma: publicou uma nota de apelo para todos os clubes do mundo apoiar a sua campanha de caridade chamada “Football Cares” (futebol se importa), que arrecadará dinheiro através de leilões. Além disso, prometeu fazer uma doação de dinheiro para ajudar campanhas de apoio à refugiados.

Portugal:

  • Porto: irá doar um euro de cada ingresso vendido para a sua partida na Liga dos Campeões contra o Chelsea da Inglaterra. O clube português também enviou uma carta à UEFA pedindo apoio a campanha de caridade chamada “Let’s play for the migrants!” (vamos jogar pelos imigrantes), que pretende ampliar a arrecadação de dinheiro em todas as partidas da Liga do Campeões.

Foto: reprodução/Twitter



Luis Henrique Rolim usa do sarcasmo e da linguagem popular para comer as pizzas do esporte. Futebol, surfe e Jogos Olímpicos são seus sabores favoritos. Ama os gordurosos assuntos extra-campo, e por isso tem colesterol acima da média. Debate ideias, não pessoas.