Apesar de questionado, ataque da Seleção pode surpreender

Crédito da foto: Getty Images.

É justificável a insatisfação do torcedor brasileiro com o ataque da Seleção. O setor que já contou com grandes artilheiros, craques da grande e da pequena área, verdadeiros ídolos nacionais, hoje é exclusivamente dependente de Neymar, e possui poucos nomes para suprir a ofensiva brasileira.

Porém, isso pode ser resolvido se o técnico Dunga mundar o jeito da amarelinha jogar – ou o modo como os jogadores de frente jogam. Como atacantes, Dunga convocou Lucas, do PSG; Roberto Firmino, do Liverpool; Hulk, do Zenit e Neymar, o craque do Barcelona. Os dois primeiros têm sua posição no ataque de modo bem solúvel, já que podem muito bem atuar, e já atuaram muitas vezes durante boa parte da carreira na meia. Neymar, como todos sabem, é um jogador de lado de campo, assim como o próprio Hulk, que apesar de ter um bom-físico para atacante de referência na área, e poder aprender a jogar como tal, tem pouca experiência na função.

Com isso, chegamos a uma conclusão: a Seleção não tem centroavantes disponíveis em seu plantel. E para poder fazer seu ataque funcionar, só resta uma (um pouco óbvia) opção para Dunga: jogar sem um jogador na posição de centroavante.

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Muitos times já fizeram isso ao longo da história, mas o que mais teve sucesso na história recente foi o Barcelona de 2011, de Pep Guardiola. Com Messi, Sánchez e Pedro flutuando nas posições mais avançadas do time, a equipe ganhava em movimentação, velocidade e distribuição de jogo.

A maior dificuldade para Dunga armar dessa forma o esquema tático da Seleção é o treino. Não se entrosa em pouco tempo um time sem centroavante, com jogadores se movimentando constantemente no setor de ataque. O técnico terá que trabalhar muito duro para postar taticamente Neymar e companhia.

Porém, da qualidade desses 4 jogadores citados, ninguém duvida. Fazem, uns mais, outros menos, sucesso na Europa, e já têm uma noção boa de movimentação. Velocidade não falta para nenhum, muito menos poder de conclusão. Vale lembrar que Lucas, Neymar, Hulk e Firmino vivem fases muito boas em seus respectivos clubes.

Até agora, Dunga ensaiou o time para enfrentar Costa Rica e Estados Unidos, nos dias 5 e 8 de setembro, com Hulk isolado na frente (Neymar ainda cumpre suspensão pela expulsão contra a Colômbia, na primeira fase da Copa América). Não é a formação mais usada para o típico “time sem centroavante”. Mas, com a chegada de três bons meias à frente, podemos ver um esboço de um time habilidoso, perigoso e difícil de ser marcado. Um futuro Brasil diferente, mais empolgante e eficiente.

Crédito da foto: Getty Images.



Estudante de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu. Amante do futebol, apaixonado por futebol americano e interessado pela antropologia esportiva.