No Villa Nova-MG, até cozinheiras fazem greve

Crédito da foto: Divulgação/Villa Nova-MG (Site do clube).

Mergulhado em uma grave crise financeira, o Villa Nova, de Nova Lima, Minas Gerais (MG), tenta juntar os cacos e reunir forças para seguir disputando a Série D nacional. Neste sábado, a equipe enfrenta o Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (RJ). Por pouco, o elenco quase não viajou. O zagueiro Marcos Tiago, em entrevista à Rádio Autêntica FM, deu mais detalhes sobre a difícil situação que o clube vive.

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“Eu tenho dois meses de salários atrasados e tem jogadores que estão sem receber há nove. Funcionários, cinco ou seis. Houve ocasiões em que sequer jantamos, não tinha carne, não tinha nada, porque as cozinheiras também fizeram greve e estão no direito delas”, contou o zagueiro.

O jogador, que disparou duras críticas ao presidente do clube, Nélio Aurélio, revelou que até mesmo as roupas de treinamentos foram afetadas.

“Fizemos dois treinos nessa semana. Em um deles as roupas estava sujas, pois as lavadeiras não foram um dia antes. No outro, não tinha água no campo. Em outros dias, nem tínhamos condução para voltar do treino, apenas uma van para levar todo mundo. Tem jogador que ainda nem foi inscrito no BID porque o clube não consegue pagar a inscrição”, disse.

Para o jogo contra o Duque de Caxias, Tiago conta que o Villa só vai entrar em campo porque cinco dos 20 jogadores do elenco principal não quiseram aderir à greve. Outros sete jogadores foram buscados nas categorias de base e o time terá 12 atletas para o confronto.

Crédito da foto: Divulgação/Villa Nova-MG (Site do clube).



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.