Opinião: Erros são uma coisa, conspiração é outra completamente diferente

Arbitragem
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Caros leitores, vamos deixar uma coisa clara: o Corinthians está liderando principalmente pelos méritos de seu futebol. O time está com sete pontos de dianteira sobre o Atlético (MG) e isso não pode ser contestado.

Colocar todos os erros de arbitragem na conta desta liderança é no mínimo equivocado. Não consigo ver uma conspiração a favor do alvinegro paulista para que ele seja o campeão antecipado, até porque ainda temos 16 rodadas pela frente e ainda há muita história para ser contada.

O que entendo existir muito claramente neste momento é uma falha grotesca de alguns árbitros e assistentes nos jogos, principalmente na rodada que passou. Ponte Preta, Palmeiras, Galo e Fluminense tem razões de sobra para reclamar de erros, mas pegar todos eles e dizer que são fruto de uma conspiração para favorecer o Corinthians é muito para a minha cabeça.

A Ponte disputa posições no meio da tabela e pegou o Cruzeiro. Aconteceram dois lances importantes no jogo que justificam o afastamento do auxiliar para sua reciclagem. Um pênalti sobre Borges, que vi algumas vezes na TV e na internet e que na minha opinião foi claro e um impedimento inexistente do atacante e que foi apontado pelo bandeirinha. A pergunta que cabe aqui é: Onde há conspiração pró-Corinthians nos erros deste jogo? Eu não vejo.

Em Goiânia, o Palmeiras teve um gol e um possível pênalti em lances que Lucas Barrios esteve envolvido. Nas duas situações tivemos impedimento flagrado e nestes lances o atacante do Palmeiras não estava em posição irregular. O lance foi anotado por erro do assistente e cabe reciclagem a ele e a pergunta aqui é: Que conspiração há aqui para favorecer o Corinthians, sendo que o Verdão é o próximo adversário do alvinegro? Time por time os dois podem jogar de igual para igual e o alviverde pode bater o Timão e o contrário acontecer, mas bola os dois tem suficiente.

O Fluminense teve um lance capital a seu favor invalidado. Um gol de Cícero, em que ele não estava impedido, mas outro jogador e o assistente anotou precipitadamente a posição fora de jogo. Prefiro acreditar que tenha sido um erro grosseiro do assistente e que seja caso apenas de aprimorar o lado técnico deste bandeirinha.

Por fim, vamos ao jogo do Galo. Dois impedimentos inexistentes e uma expulsão injustificada, no meu entender. As falhas do assistente precisam sim ser melhor trabalhadas, mas nada justifica a expulsão de Marcos Rocha ser fruto de uma atitude “acintosa” quando o jogador do Atlético disse “Pô, não foi falta, não foi falta”. Custa ao árbitro saber separar uma mera reclamação sem ofensas de algo que realmente seja digno de cartão vermelho? Além disso, os erros dos dois devem ser creditados a este jogo e não ao Corinthians. Que premeditação há nesses erros, para que possa se creditar um benefício a favor do alvinegro? O Galo teve outros erros contra, mas enxergar uma trama sórdida é um pouco além da minha compreensão. Os erros, se aconteceram, devem ser sim creditados a erros e eventual ruindade do trio de arbitragem.

O que cabe sim, no meu entendimento é uma reciclagem do quadro de árbitros e do comando da arbitragem. Talvez seja sim necessário mudar o homem que gere os destinos da arbitragem brasileira, até porque são erros demais para ficar na conta só dos homens de preto, amarelo e demais cores e que tem o papel de ser neutros em campo.