Saiba como o Palmeiras pode diminuir punição de Dudu através de acordo

Crédito da foto: site oficial

O Palmeiras terá no próximo dia 10 de setembro, uma audiência marcada no STJD para tratar do caso Dudu, acusado de agredir o árbitro durante final do Campeonato Paulista contra o Santos. No entanto, segundo o Diário de São Paulo, a audiência pode acabar em acordo.

A informação foi dada pelo repórter Arthur Stabille e, segundo ele, um dos procuradores do STJD propôs ao Palmeiras uma pena alternativa que consiste em seis jogos e uma multa de R$ 50 mil.

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Julgamento de Dudu, do Palmeiras, é adiado para setembro

Caso o Verdão aceite a proposta, ela seria cumprida imediatamente, e os três jogos que Dudu já cumpriu não seriam considerados. A multa seria doada para o grupo Médico Sem Fronteiras como forma de auxílio a instituição de caridade.

O vice presidente do Palmeiras, Genaro Marino, respondeu a reportagem alegando não ter conhecimento de tal proposta. “Não estou sabendo dessa pena alternativa. Só sei que o julgamento foi adiado para o dia 15 de setembro”, afirmou. “Caso exista, quem tem de avaliar é o setor jurídico”, completou.

Ainda sobre o eventual aceite do Palmeiras sobre o acordo, o processo seria arquivado após um ano, mas caso haja reincidência neste período, Dudu seria julgado como reincidente.

Caso a proposta tenha sido realmente feita, a tendência é que o Palmeiras compareça na audiência de julgamento no dia 10 apenas para formalizar o acordo. É possível que o clube esteja adiando o aceite para utilizar o atleta em jogos importantes como por exemplo no clássico contra o Corinthians realizado neste domingo. Palmeiras e Corinthians empataram em 3 a 3 e Dudu fez um dos gols.

Se não aceitar o acordo e levar a diante o julgamento, a tendência é a inflexibilidade do tribunal que já demonstrou que não está disposto a considerar o julgamento sobre a perspectiva de ato hostil. No último julgamento ao ser comparado com o caso Petros, o tribunal respondeu que, Dudu, diferente do atleta corintiano, partiu para cima do árbitro parado e, mesmo ao ser separado, continuou proferir ofensas, demonstrando claramente, que se não tivesse sido afastado pelos colegar, daria sequência a agressão. Dessa forma, o provável seria uma redução da pena de 180 dias para 90, o que ainda seria um prejuízo maior que aceitar a proposta de acordo.