Seleção Brasileira terá como chave o seu meio-campo

Crédito da foto: Reprodução.

Talvez o que mais se tem questionado quando o assunto é Seleção Brasileira, e até mesmo o futebol brasileiro como um todo, é a safra de atletas. Temos ótimas peças atuando pelo mundo afora, mas não na mesma potência que há anos atrás.

Porém, o meio-ofensivo da Seleção é um dos poucos setores que, sensatamente, não se pode questionar. É onde residem, com a exceção talvez de Neymar, os melhores jogadores na atualidade, que podem fazer a maior diferença para o Brasil nos próximos amistosos (os primeiros contra Costa Rica e EUA, nos dias 5 e 8 de setembro) e nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

Levando-se em conta a última convocação de Dunga, o trabalho de escalar os atletas titulares será árduo. Para prováveis duas ou três posições, o técnico terá o veterano Kaká, em alta nos EUA; William, uma das principais peças do Chelsea, atual campeão da Premier League; Lucas Lima, considerado por muitos o melhor meia-ofensivo que joga no Brasil na atualidade; Douglas Costa, que foi para o Bayern de Munique nessa temporada, joga de titular na posição que era de Ribéry e tem encantado Guardiola e, por fim, Phillippe Coutinho, principal jogador do Liverpool, que foi chamado para o lugar de Oscar, com lesão muscular.

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O time ainda terá Roberto Firmino, que sempre atuou como meio de campo pelos clubes por onde passou, principalmente no Hoffenheim, time em que mais se destacou e agora no Liverpool, onde chegou para a atual temporada e já coleciona boas atuações. Porém, desde que convocou Firmino pela primeira vez, Dunga gosta de utilizá-lo mais a frente, como atacante.

Na Copa América, o setor acabou melhor representado quando Coutinho e William atuaram lado a lado – mesmo com o fracasso do Brasil na competição. Porém, o grande momento de Douglas Costa pode fazer com que seu lugar no time principal esteja garantido.

A experiência de Kaká pode ser decisiva para o meia caçar uma vaga no time, e sua natural qualidade será um complemento para ajudar um provável companheiro de setor. Porém, talvez não seja uma grande surpresa Lucas Lima começar atuando pelo setor, já que apresenta uma regularidade antiga, além de possuir características do cobiçado “meia-clássico”.

Outra opção para o técnico Dunga será colocar Rafinha Alcântara mais adiantado. Convocado no lugar de Ramires, que também sentiu lesão muscular, o filho de Mazinho já jogou mais adiantado no Barcelona, e apresenta muita qualidade na armação e em arrancadas. Além de Rafinha, Lucas, do PSG, pode cair como uma luva no setor, aliando sua velocidade e bom chute a um parceiro que se movimenta menos.

Mas uma coisa, à primeira visão, é inevitável pensar quando se vê as peças à disposição da amarelinha: as coisas podem ficar mais fáceis para o Brasil se o seu meio estiver bem montado e bem treinado. O setor será a chave para a Seleção voltar a um caminho de vitórias e, principalmente, bom futebol.

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Estudante de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu. Amante do futebol, apaixonado por futebol americano e interessado pela antropologia esportiva.