Torcida do New York City reclama de time, polícia e Lampard

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“Acobou a pas!”. Torcida organizada do New York City anda sem paciência com a equipe e por meio de nota oficial, o presidente da torcida organizada do clube, elaborou um abaixo assinado contra a campanha do time, a polícia de Nova Iorque e contra o jogador inglês, Frank Lampard.

Rox Fountain que é presidente da maior torcida organizada do clube, a Third Rail SC, mostrou indignação pela atual situação do clube, resolveu protestar. Só que ao invés de invadir os treinos da equipe, esperar a saída dos jogadores pelos portões do clube ou esperar a delegação no aeroporto, a manifestação foi feita através de comunicado pela internet e um abaixo assinado.

A insatisfação se deve a má campanha da equipe no campeonato. Até agora, em 27 jogos na temporada, a equipe venceu 7, empatou outras 7 e perdeu em 13 oportunidades. Ocupa atualmente a oitava colocação na Eastern Conference, há um ponto da zona de classificação para os playoffs, porém outras equipes ainda têm jogos por fazer, e a distância para o G-6 pode ficar ainda maior.

“Vocês colocaram em campo um produto que parecia bom no papel, mas que não é traduzido em vitórias”, disse Rox no comunicado, ressaltando que a equipe fez um grande investimento em jogadores de renome, mas que não vem dando resultados.
Sobre o retrospecto no derby da cidade e a recente eliminação na US Open Cup para o rival local, o New York Cosmos da segunda divisão, a péssima campanha também atende por um nome em campo: Frank Lampard.

“Nosso time está marginalizado dos melhores. Estamos 0-3 contra os rivais de New Jersey (os Red Bulls), fomos eliminados nos pênaltis por um time da segunda divisão e tem também a situação do Lampard, que não posso nem falar!”.

O jogador inglês ainda não correspondeu às expectativas, sendo aproveitado apenas 3 vezes até aqui (duas como titular), tendo chutado 6 vezes ao gol, sem marcar nenhum e não ter dado nenhuma assistência. O jogador de 37 anos chegou em julho após passar 6 meses emprestado ao Manchester City e para piorar, tem enfrentado problemas físicos ficando mais tempo fora do que dentro de campo.

A indignação, entretanto, não se limita ao âmbito esportivo do clube. O presidente da Third Rail também reclama muito do comportamento excessivo da polícia de Nova York. No último jogo em casa contra o Columbus Crew, um torcedor mais exaltado foi retirado das arquibancadas pelos seguranças de maneira truculenta, mesmo que o torcedor não manifestasse qualquer perigo. Fountain ainda diz que o torcedor teria sido contido com uma arma de choque.

“O torcedor não era ameaça alguma. Não estava socando, chutando, mordendo ou mostrando outro qualquer sinal de agressividade. Essas ações mostram a postura dos seguranças da polícia de NY. Nós somos torcedores e não marginais”, relata.

Mesmo com tantos problemas, segundo Fountain, a equipe tem o que comemorar pois atualmente possui a 3° melhor média de público (28.987) e que isso deveria ser revisto pelos dirigentes do clube. Para ele o ideal seria a construção de um estádio próprio para que não tenha mais que dividir o Yankee Stadium, arena usada pelo New York Yankees, com o time de beisebol.

“Nós somos a melhor coisa que esse clube tem até aqui. Pergunte aos nossos jogadores ou até mesmo aos jogadores do outro lado da cidade (Red Bulls), para ver se eles não queriam ter uma torcida como essa. Queremos uma equipe de atendimento no estádio mais preparada. Queremos também um código de conduta por parte da polícia. Sem isso, nossa relação ficará irreversivelmente danificada”, finaliza.



Estudante de jornalismo da faculdade FAPCOM, não gostava de assistir futebol até os 12 anos de idade. Mas me apaixonei perdidamente após assistir (meu primeiro jogo europeu) uma partida entre Barcelona x Sevilla em 2003. Sou daqueles que acreditam que o futebol não é apenas esporte, mas acima de tudo é paixão, religião, cultura, história e arte. Apoio o 4-3-3.