Veja 15 motivos que explicam como o Palmeiras não está no G-4

O Palmeiras saiu do clássico contra o Corinthians, no último domingo, claramente com o sentimento de derrota apesar do empate em 3 a 3. O time de Marcelo Oliveira vencia o jogo até mais da metade do segundo tempo, mas deixou o líder do Campeonato Brasileiro igualar o placar. Após 23 rodadas de competição, sendo quatro do returno, o time de Marcelo Oliveira se encontra apenas na sétima colocação da tabela, com 35 pontos, a três do G-4 e a 15 de distância para o topo da tabela.

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A quantidade de pontos que separa Palmeiras e Corinthians na tabela serviu de base para a equipe do Torcedores.com reunir 15 razões para comprovar que o Alviverde não está no G-4 por seus próprios erros.

Confira!

1) Instabilidade
Após a sequência de seis vitórias e um empate no começo do trabalho de Marcelo Oliveira, e que levou o clube ao G-4, o Palmeiras caiu de rendimento, alternando bons e maus jogos. Pelas últimas partidas a equipe alviverde faz prevalecer seu mando de campo, porém não manteve a regularidade e caiu frente aos rivais longe de São Paulo.

2) Muitas derrotas fora de casa
Aliás, é curioso notar que o Palmeiras piorou muito seu retrospecto fora de casa. Até a 15ª rodada, quando goleou o Vasco por 4 a 1 em São Januário, o Verdão tinha um histórico de três vitórias e dois empates nas sete partidas longe do seu estádio. Nada mal. Entretanto, desde então, os paulistas não venceram mais: foram quatro derrotas nos últimos quatro jogos como visitante.

3) Baixo aproveitamento contra quem briga para não cair
Se olharmos os quatro times que ocupam a zona de rebaixamento hoje, o Palmeiras venceu Vasco, Joinville e Avaí, porém perdeu seus dois jogos contra o Goiás, além do empate contra os catarinenses no Sul. Na conta, também podem entrar Coritiba e Figueirense, que também brigam contra a rabeira e venceram o Verdão no primeiro turno. Portanto são 14 pontos perdidos contra times mais fracos que, talvez, seriam suficientes para colocar o Palmeiras até na briga pelo título.

4) Segundo turno fraco
O Palmeiras ocupa a modesta 14ª posição no segundo turno com uma vitória, um empate e duas derrotas. É um desempenho que deixa a desejar se o time quer brigar, ao menos, por uma vaga na Libertadores da próxima temporada.

5) Defesa em apuros
Houve uma época em que o Palmeiras era elogiado pelo bom desempenho do sistema defensivo. O time ficou muitas rodadas sem tomar gol, mas o que falar dos últimos jogos? A zaga do Palmeiras levou, em média, dois gols por partida desde a 17ª rodada. Veja a sequência:

derrota para o Cruzeiro por 2 a 1
derrota para o Coritiba por 2 a 1
vitória sobre o Flamengo por 4 a 2
derrota para o Atlético-MG por 2 a 1
vitória sobre o Joinville por 3 a 2
derrota para o Goiás por 1 a 0
empate com o Corinthians por 3 a 3

6) Bolas aéreas
O Palmeiras é o time que mais fez gols de cabeça neste Brasileirão. O problema é que a principal jogada do time se tornou, ao mesmo tempo, a “mina” para os adversários. Desde a partida contra o Flamengo, há quatro rodadas, o Verdão tomou cinco gols nesse tipo de situação, evidenciando erro grave de posicionamento dentro da área. Após o jogo contra o Corinthians, os jogadores reclamaram demais da desatenção que vem assombrando o time recentemente.

7) Dormiu, tomou!
No clássico, o Palmeiras esteve à frente do placar por três vezes e ainda assim permitiu o empate do Corinthians. Nas duas primeiras vezes em que estava com vantagem, o Verdão tomou o gol logo em seguida, fato que já vem acontecendo há várias partidas. Foi assim também nas vitórias contra o Flamengo e Joinville, e na derrota contra o Atlético-MG. O time parece que se desconcentra por alguns minutos e é o suficiente para colocar o rival de volta no páreo.

8) Falta um “Valdivia”
Nessas falhas em que o Palmeiras toma um gol logo depois de construir a vantagem, claramente falta um jogador que cadencie mais o ritmo, que passe o pé sobre a bola, que cave faltas, ganhe tempo… O uso de Valdivia no intertítulo é uma alusão ao chileno, que por mais que tenha saído brigado com muitos, faz isso muito bem em campo. Em momentos decisivos, o time alviverde está sentindo falta de alguém para controlar a partida, e não para acelerá-la sem rumo.

9) Cadê aos substitutos?
O item anterior comprova que o Palmeiras anda sentindo falta de jogadores que estavam em alta até pouco tempo atrás. Rafael Marques e Robinho começaram muito bem a temporada, mas caíram um pouco de produção na metade do ano. O primeiro, inclusive, já amarga o banco desde que Gabriel Jesus começou a “comer” a bola. Arouca é outro que precisa jogar muito mais para justificar o investimento do Palmeiras em contratá-lo no começo de 2015. Isso sem contar Cleiton Xavier, que, desde que voltou da Ucrânia, não é nem de perto aquele meia perigoso de há cinco, seis anos.

10) É muito pouco!
Quando chegou ao Palmeiras, Lucas Barrios tomou a camisa 10 de Valdivia e até hoje se espera muito mais do que ele demonstrou até agora. A torcida quer um punhado de gols do centroavante que foi destaque do Paraguai na Copa América, e que na Academia parece frequentar mais o departamento médico (sofreu com algumas lesões musculares) do que o gramado. É preciso muito mais para a honrar a camisa que já foi de um Divino.

11) Avenidas
Um problema grave que a defesa do Palmeiras vem mostrando é a liberdade dada aos adversários pelos dois lados do campo. Para se ter uma ideia, Egídio, que começou tão bem, foi sacado por Marcelo Oliveira pelo fraco poder de recomposição defensiva. O mesmo pode-se dizer do jovem João Pedro. A dupla tem muito potencial no apoio ao ataque, porém falha demais na cobertura. Lucas, no último domingo, jogou bem, fez gol e deu assistência, mas infelizmente seguiu o “exemplo” dos demais ao chegar atrasado na cobertura do primeiro gol do Corinthians.

12) Perda na marcação do meio-campo
Desde que Gabriel se machucou, na 16ª rodada, o Palmeiras nunca mais foi o mesmo. O time perdeu o melhor jogador da temporada, seja para marcar quanto para apoiar na frente, e Marcelo Oliveira recorreu a Andrei Girotto e Amaral. Os dois não têm a mesma qualidade de passe de Gabriel, tampouco a velocidade na recomposição e o poder de desarme do camisa 18. Arouca, que chegou com status de reforço de peso, ainda não mostrou seu melhor futebol, e ainda vem sofrendo com alguns problemas físicos. Thiago Santos chegou para tentar compensar, mas claramente o técnico palmeirense ainda não encontrou a solução para o tão sonhado meio-campo compacto.

13) Homem errado 
Das opções no elenco, Thiago Santos deveria ter entrado no clássico e tem que ser usado daqui para frente entre os titulares. Líder em desarmes na Série B pelo América-MG, o jogador é muito mais rápido e ágil do que Amaral e Andrei. Marcelo Oliveira preferiu Amaral no último domingo por ser um jogador mais alto (maior poder na bola aérea), porém a lentidão na cobertura abriu um buraco nos contra-ataques do rival, principalmente em um de Renato Augusto no primeiro tempo quando passou como quis por vários marcadores até parar em Fernando Prass – sem falar no gol contra do volante palmeirense quando o placar marcava 2 a 1 para os donos da casa.

14) Desfalques
O Palmeiras contratou 25 jogadores para a temporada, então seria, no mínimo, incoerente reclamar de peças no elenco. Entretanto o Verdão está sentindo falta e irá reclamar de desfalques importantes na sequência: quatro titulares não enfrentarão o Internacional, em Porto Alegre, pelo terceiro cartão amarelo recebido no clássico: Gabriel Jesus, Dudu, Lucas e Robinho. O técnico Marcelo Oliveira criticou muito o autoritarismo da arbitragem, que pune os atletas muitas vezes sem razão.

15) Fora de forma
O futebol é coletivo, mas individualmente um jogador pode prejudicar o desempenho dos demais. O atacante Alecsandro entrou no clássico entre o titulares, pois Lucas Barrios se machucou no treino de sábado. Mas ficou claro o quanto o jogador está fora do peso ideal. Tudo bem que hoje em dia temos Walter sendo um dos destaques do Brasileiro com seus “quilinhos” de sobra, mas o camisa 90 do Palmeiras caiu de produção muito pela falta de mobilidade na frente, inclusive no posicionamento para os cabeceios.

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Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.