Mercado da bola: Desemprego no futebol paulista chega a 31 %

Crédito da foto: Reprodução / Facebook

Conforme informou reportagem do jornal Folha de São Paulo, o futebol do estado de São Paulo sofre com o desemprego que já atinge a 31% dos atletas.

O levantamento da reportagem, envolveu as três divisões do futebol paulista e constatou que na série B e na série C é onde a situação é mais crítica e supera os 30 % de taxa de desemprego.

A pesquisa foi feita através de registro dos clubues na Federação Paulista de Futebol (FPF), banco de dados on-line e verificação com os próprios jogadores. De 1704 jogadores inscritos no Campeonato Paulista 2015, 523 não estão jogando profissionalmente no momento. Por divisão a distribuição é a seguinte:

Divisão Total de jogadores Empregados Desempregados Outros* Taxa de desemprego
Série A1 579 512 65 2 11%
Série A2 557 372 182 3 33%
Série A3 568 292 276 0 49%

* entende-se por outros, os jogadores que se aposentaram, estão suspenso, ou estão fora do futebol por outro motivo.

“Os números de desemprego comprovam que a situação é crítica. São Paulo ainda tem a Copa Paulista para amenizar o problema, mas no restante do Brasil o desemprego é maior”, garantiu Ruy Cabeção, 37, um dos líderes do Bom Senso FC.

O jogador Ruy, esteve na ESPN na última semana e promoveu uma série de críticas à CBF e chegou a dizer que existem “artimanhas” das confederações que enfraquecem a cada dia o movimento do Bom Senso FC. “Os jogadores, principalmente os mais novos, ficam com medo de se manifestar pois há um trabalho por traz que inibe nosso movimento”, revelou sem deixar claro se algum tipo de ameaça é feito direto aos jogadores.

“Achar que a crise no futebol é conjuntural é um erro. Ela é estrutural. Nos últimos 30 anos, houve fragilização dos clubes pequenos pela forma como são divididas as receitas. O calendário não trouxe avanços, muitas equipes ficam inativas em boa parte do ano e não há incentivo para revelar jogadores”, avalia o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex- presidente do Palmeiras e ex-secretário de Política Econômica no governo Sarney.

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