O entediante Circuito de Socchi

fonte telegraph.co.uk

A fórmula 1 retorna a terra de Vladimir Putin pela segunda vez em sua história. O que o circuito e a região possuem de beleza falta em emoção para a pista. Construído junto ao parque olímpico das olimpíadas de inverno o circuito remete à uma pista de rua.

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É um circuito relativamente longo que tem como pontos interessantes a curva em ferradura e a parte final do circuito, totalmente travada.

A corrida ano passado foi um verdadeiro tédio por dois motivos: A Pirelli errou na escolha dos pneus que não se desgastavam e pelo domínio das Mercedes.

A pista Russa roda em circuito de horário e possui 5.848m de extensão. A corrida será disputada em 53 voltas o que totalizará pouco mais de 309km. O asfalto liso da pista proporciona pouco desgaste aos pneus, os carros utilizam um nível médio de downforce e o grande segredo para se dar bem na antiga União Soviética será a conservação dos freios, pois Socchi exige muito deles.

Durante uma volta os pilotos trocam de marcha cerca de 73 vezes e a velocidade máxima registrada é de 323km/h.

A pole do ano passado bem como a vitória ficou com o Inglês mercêdico Lewis Hamilton e coube a Bottas a honra de ser por enquanto o proprietário da melhor volta da corrida registrada em 1:40.896.

Há sérios boatos que a partir de 2016 a corrida seja realizada de maneira noturna, os organizadores da prova disseram para Bernie que já possuem investidores para isso e que a ideia deve mesmo sair do papel.

Ao analisarmos as corridas em circuitos de ruas ou então travados dessa temporada até agora (Mônaco, Hungria e Cingapura) podemos ter um pouco de esperança, pois em Mônaco a Mercedes não foi tão dominante e Vettel ergueu os canecos em Budapeste e na cidade estado de Cingapura.

A chance de Safety Car é grande, uma vez que a pista é quase toda rodeada por muros, cabe a nós torcedores esperar por uma corrida ao menos interessante e torcer para Lewis Hamilton não vencer, caso contrário, as chances do Campeonato chegar ao Brasil já decidido serão grandes.

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Senhoras e senhores, apertem o cinto, a F1 está de volta e após um GP do Japão entediante, acreditamos que dessa vez a corrida possa nos trazer emoção.

 



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.