Opinião: a importância do uso da tecnologia em prol do futebol

Cruzeiro x Atlético-MG
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Nos últimos anos, uma discussão que tem tomado espaço no meio futebolístico, mais até do que deveria, é a arbitragem. Seus erros, acertos, interpretações e atitudes.

Principalmente no Brasil, a arbitragem não vive um bom momento. Os erros são cada vez mais recorrentes e a falta de autoridade – ou excesso de autoritarismo – é cada vez maior.

É fato que muitos atletas, por muitas vezes, também não ajudam o trio de arbitragem. Mas também é fato que falta “competência” aos profissionais do apito.

Algo também que é muito discutido e que ainda sofre restrição da Fifa é a questão da tecnologia no futebol.

Na última Copa do Mundo, disputada no Brasil, tivemos uma experiência satisfatória. Quanto havia um sistema que detectava se a bola tinha ultrapassado a linha do gol ou não.

Inclusive, em uma delas, apitada pelo brasileiro Sandro Meira Ricci – França x Honduras -, onde graças a tecnologia o dono do apito pode validar um gol legal.

Acredito que, para melhorar o espetáculo – o futebol -, a Fifa deveria liberar o uso da tecnologia.

Não apenas para a legitimação, ou não, de um lance de gol, mas também em lances de grande dificuldade.

Tomamos como por exemplo, uma suposta falta de Egídio em Barbio, no jogo entre Chapecoense x Palmeiras, pelo 29ª rodada do Brasileirão 2015.

Na ocasião, a infração foi anotada e, consequentemente, o lateral palmeirense foi expulso.

Em torno de cinco minutos depois, após conversa com o auxiliar e quarto arbitro, Jailson Macedo Freitas voltou atrás e anulou a falta e a advertência corretamente. Apesar das suspeitas, a arbitragem não confirma interferência externa no lance.

Mas se houve, qual o problema se irá beneficiar a interpretação do lance e a marcação com uma chance maior de acerto?

É preciso que a Fifa e sua comissão de arbitragem, a Internacional Board e quem mais for responsável pelas regras do futebol e suas jurisprudências revejam seus conceitos em prol ao futebol. A tecnologia está para aí para ser usada e é isso que deveria ser feito.

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Jornalista formado em 2012, atuando na área desde 2010, com experiência em impresso e TV. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte em 2014. Apaixonado por futebol, sempre procurando novas formas de divulgar o esporte.