Opinião: Aidar, peça para sair da presidência do São Paulo

BÔNUS: Aidar não é jogador, mas merece um destaque na nossa galeria. O ex-presidente do São Paulo tirou Alan Kardec do Palmeiras e de quebra disse que o clube estava se apequenando. Resultado? Com a sua péssima gestão, o São Paulo se afundou em crise e Aidar ainda se viu obrigado a renunciar a presidência após denúncias de fraudes. Crédito: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Não sou fã do termo “carta aberta”, mas esse texto pode servir da mesma forma. Carlos Miguel Aidar, peça para sair da presidência do São Paulo com um pouco de dignidade que ainda lhe resta.

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O torcedor do São Paulo não merece passar por essa vergonha. O clube está um caos administrativo. A última das “bombas” foi reportada pelo grande Guilherme Palenzuela, que informou no UOL Esporte que os Dirigentes colocaram seus cargos à disposição, e SP pode ter demissão em massa.

Carlos Miguel Aidar teve que demitir o seu vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, após trocarem impropérios. Muitos jornalistas competentes já reportaram em diferentes canais de comunicação que ambos chegaram às vias de fato durante a discussão. Esta foi a prova clara do quanto o clube está implodido nos bastidores.

Basta um exercício rápido de memória para recordarmos que tal cenário é extremamente oposto ao do momento da posse de Carlos Miguel Aidar. Juvenal Juvêncio entregava o cargo crente de que haveria uma continuidade de filosofia. Em pouco tempo, a bomba relógio estourou.

Aidar discutiu publicamente com: Paulo Nobre, Juvenal Juvêncio, Corinthians. O dirigente corre o risco de ver o São Paulo ser punido pela Fifa por ter agido incorretamente no caso Maidana. Teve seu CEO “escorraçado” de uma reunião com direito a “ameaça de agressão” de um dos assessores da presidência. Passou vergonha no Conselho Deliberativo para ter que explicar porque deu uma comissão para a sua namorada. Fechou com uma empresa de material esportivo sem encerrar o contrato com a outra.

A “cereja do bolo”, a meu ver, foi o técnico Juan Carlos Osorio declarar publicamente que não confia na diretoria do São Paulo. E o pior: não foi demitido e nem pediu desculpas públicas por ter feito tal afirmação. Como fica a credibilidade do Tricolor após a gestão Aidar?

A “sorte” de Aidar é que, apesar de todos estes problemas, o São Paulo briga pelo G-4 do Brasileirão e pode ser campeão da Copa do Brasil, título que ainda não possui em sua história.

Mas esse êxito em campo não pode acobertar o caos político em que o São Paulo se encontra. Só a saída de Aidar poderá trazer um pouco de paz e resgatar a credibilidade que o Tricolor precisa.

Crédito: Rubens Chiri / saopaulofc.net



Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com