Opinião: Ingleses e brasileiros tem uma mesma dor em comum

stuartlancasterO 3 de outubro de 2015 passa a ter para o Rugby inglês o mesmo valor que o 8 de julho de 2014 tem para os brasileiros no futebol. Uma espécie de dia da infâmia, para jamais ser esquecido, pelo fato de o vexame ter sido caseiro, uma dor que jamais se calará.

A cada gol sofrido pelo escrete canarinho, naquela semifinal em Belo Horizonte, nenhum brasileiro entendia como o time estava jogando mal, sem mostrar reação. Aquela foi uma das piores jornadas não apenas dos jogadores que entraram em campo, mas do técnico Luiz Felipe Scolari, que estava longe de ser vibrante como conhecemos.

Levando para o lado inglês, os “Roses” tinham que vencer a Austrália para manter vivas suas chances de classificação na primeira fase da competição. O time vinha de uma vitória por 35 a 11 sobre Fiji e na semana passada teve uma derrota para País de Gales por 28 a 25. Para este sábado, o jogo contra a Austrália era um verdadeiro confronto de “vida ou morte” para os ingleses, já que um triunfo permitiria decidir sua classificação com o Uruguai, mas o insucesso seria o adeus a qualquer chance de prosseguir na busca pelo título.

Desde o começo da partida, os “Wallabies”, como são conhecidos os australianos, mostravam mais vontade e um jogo melhor esquematizado em campo. Bernard Folley desequilibrava para a Austrália e a Inglaterra tinha seu dia de Brasil e Twickenham via o seu “Mineiraço”. No final da primeira etapa de jogo, a Austrália tinha uma folga considerável no placar, 17 a 3 que já dava mostra de um time perdido e sem inspiração em campo. O placar no segundo tempo de 16 a 10 em favor dos “Wallabies foi o fim melancólico de um jogo e dos ingleses em sua Copa. O treinador Stuart Lancaster, que teve tempo de sobra para trabalhar não conseguiu fazer os “Roses” jogarem seu melhor Rugby e agora restará apenas o jogo contra o Uruguai para uma despedida menos constrangedora.

Ingleses e brasileiros sabem o que é ser derrotado em casa e Lancaster pode um dia procurar Felipão para trocar experiências sobre como é perder uma Copa diante de sua torcida.

Foto: Site Rugby World Cup