Opinião: Rússia e Sérvia treinam pesado no Europeu, enquanto Brasil brinca no Sul-Americano

Reprodução: CEV

O final de semana foi repleto de jogos decisivos nos torneios continentais, pelo ao menos na América do Sul e Europa. A disputa feminina do europeu de vôlei mostrou a evolução de algumas seleções, e o ressurgimento da Rússia como uma das principais forças candidatas ao ouro olímpico no Rio-2016.

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Na América do Sul, o Brasil foi a Cartagena, na Colômbia manter sua hegemonia no continente. E com uma campanha arrasadora não deu chance nenhuma para as outras seleções. O torneio com cara de amistoso serviu para integrar jogadoras como Sheilla e Fabiana ao grupo que disputou o Grand Prix. Jaqueline, Fernanda Garay e Thaísa se recuperam de contusões e devem realizar a preparação para as olimpíadas nos clubes.

A falta de seleções com um nível técnico e físico parecidos com o da seleção brasileira faz com que a conquista do sul-americano passe despercebida, principalmente em relação ao campeonato europeu. Enquanto o Brasil atuava diante de Peru, Chile e Argentina, Rússia e Sérvia disputavam jogos duros diante de Itália, Holanda, Bélgica, Alemanha e Turquia, um nível muito superior.

Nesse momento, seleções como Estados Unidos, China, Rússia e Sérvia estão melhores preparados para competição Olímpica, tendo em vista as competições que disputaram. Apesar de ter disputado e vencido o torneio da América Central e Norte, o time americano tem na bagagem a disputa da Copa do Mundo, em que ficou em terceiro lugar. Por ser o país sede das olimpíadas, a seleção feminina ficou de fora da disputa.

Com isso, as competições do ano que vem, principalmente o Grand Prix será o verdadeiro teste da seleção feminina de vôlei. Tarde demais? Talvez, fato é que parte da preparação olímpica deve ser levada em consideração teste contra as principais seleções da temporada. O Brasil não enfrentou nesta temporada seleções como Sérvia, Rússia e China, candidatas fortes ao ouro olímpico.

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