Argel Fucks e suas frases: conheça o “Argelês”, dicionário do técnico colorado

As boas entrevistas e o perfil agitado na beira do campo ajudam a dar um molho especial nessa nova era Argel Fucks no Inter, agora como treinador, não mais como o jovem zagueiro que surgia debaixo das arquibancadas do Beira-Rio, no início da década de 90.

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Desde o seu princípio de trabalho no clube gaúcho, ainda em agosto, logo após a saída do uruguaio Diego Aguirre, Argel vem demonstrando firmeza ao defender suas ideias de futebol. Dentro do “Argelês”, conjunto de frases de apoio recorrentemente utilizadas pelo técnico colorado, há explicações para tudo.

Para ele, por exemplo, era impossível que uma equipe que havia sido semifinalista da Libertadores tivesse desaprendido a jogar bola.

Por isso, não foi nem uma e nem duas vezes que repetiu: “Há 30 dias o Internacional era o melhor time do Brasil. Isso dito pela imprensa. Aí perde para o Tigres na semifinal e ninguém mais presta? Não é assim que funciona”.

Futebol é que nem andar de bicicleta: ninguém esquece“, dizia o treinador, procurando tranquilizar os colorados e apostando que dias melhores viriam.

E vieram. Com Argel Fucks no comando, o time teve outra cara logo no primeiro jogo, quando demonstrou organização e equilíbrio para segurar o Cruzeiro no Mineirão. Celebrar o resultado? Que nada. “Empate não se comemora“, alertou Argel.

Depois disso, o Inter melhor de produção, começou a vencer mais jogos fora de casa, seguiu invicto no Beira-Rio e passou a frequentar o topo da tabela. Mesmo assim… “Nós precisamos melhorar na parte física, técnica e tática“, repetia e repete o técnico mesmo após as vitórias convincentes, como o 2×1 sobre o Corinthians, no Beira-Rio.

Aliás, até nas vitórias mais sofridas em casa, como no triunfo sobre o líder, Argel não alivia os seus comandados e nem dá moral nas coletivas. Afinal de contas… “Não fizemos mais que a nossa obrigação. Fizemos o nosso dever de casa“.

Algumas (leia-se: muitas) vezes, até outros esportes foram comparados com a realidade do futebol e as necessidades do Inter: “Futebol não é como tênis. No tênis, o jogador come a sua banana e resolve tudo sozinho. No futebol, não. Futebol é coletivo“, filosofava o técnico colorado.

Fechar treino e fazer mistério? Contra outra… Com Argel, não tem cerimônia. Não é mesmo, comandante? “Time que treina é o time que joga“, afirma.

Claro, a caminha de Argel Fucks como treinador do Inter também teve lá os seus tropeços. Mas, para ele, nada mais natural já que… “Estamos trocando o pneu com o carro em andamento“. Mesmo assim, o carro colorado segue andando. Com Argel de motorista e suas frases estampadas no painel, ele já sabe onde deve estacionar: na Libertadores da América, em 2016.

Crédito da foto: Divulgação/Inter.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.