Atacante de raça: Oséas lembrou o Palmeiras do hino na Copa do Brasil de 1998

Pense em grandes atacantes da história do Palmeiras. Na hora, vêm à mente nomes como Evair, Edmundo, César Maluco, entre tanto outros que deram alegria à torcida alviverde. Oséas, por mais que não esteja nessa tabela pela habilidade ou categoria, deve ser também relembrado pela importância de seus gols que contaram muito mais com a raça do que outra coisa. Esses tentos, todavia, foram fundamentais para que o clube se tornasse vitorioso nos anos 1990.

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Em 1998, o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari chegava à final da Copa do Brasil pela segunda vez na história da competição, e novamente contra o Cruzeiro, seu algoz de dois anos antes. Na primeira partida, no Mineirão, a Raposa venceu por 1 a 0 e, por isso, o Verdão precisava vencer por uma diferença de dois gols no jogo de volta, no Morumbi, para ficar com a taça.

O JOGO

No sábado, dia 30 de maio, os palmeirenses venciam por 1 a 0, com gol de Paulo Nunes, até os 44 minutos do segundo tempo. O confronto se encaminhava, assim, para a decisão de pênaltis, mas Oséas estava em campo. O centroavante baiano correu, lutou, deu carrinho, brigou com os zagueiros o tempo todo e foi recompensado naquele finzinho com um gol improvável.

Em cobrança de falta na intermediária, Zinho bateu colocado no canto para defesa parcial de Paulo César. A bola foi rebatida para a linha de fundo, mas o camisa 9 do Palmeiras não desistiu. Assim como Felipão disse antes do jogo, “de acreditar sempre nas jogadas”, o atacante correu em direção à bola e, mesmo sem ângulo, bateu forte para o fundo da meta.

Relembre:

“Estava chovendo, a bola estava escorregadia. Eu sabia que a bola poderia sobrar para mim, porque o Zinho cobrava muito bem falta”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 2014. Após perceber que a bola tinha passado o gigante goleiro da Raposa, o atacante não se conteve e foi comemorar com parte dos 45 mil torcedores no Morumbi.

Sem dúvida, o gol do título inédito até então da Copa do Brasil foi um dos mais marcantes de sua carreira. “Foi um dos gols mais importantes da minha carreira, talvez o mais importante. O Felipão sempre dizia que o atacante tem de acreditar sempre em todas as bolas, ainda mais quando se tem jogadores de qualidade na bola parada – como o Zinho. Sei que fizemos muitos palmeirenses felizes naquele dia”, contou o baiano em entrevista ao GloboEsporte.com.

O faro de gol de Oséas no Palmeiras não parou por aí em jogos decisivos. No ano seguinte, na Libertadores, o camisa 9 marcou o gol da vitória diante do Deportivo Cali na final por 2 a 1 que levou a decisão para os pênaltis.

Ainda assim, há quem não goste do ex-jogador até hoje, chamando-o de “caneludo”, “grosso” e derivados. De um jeito ou outro, Oséas, indiscutivelmente, está na história do Palmeiras, porque “linha atacante de raça” também acompanham a trajetória do clube desde o hino.

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Foto: Reprodução/Youtube



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.