Bernie Ecclestone dá uma bronca pública na TV Globo

Bernie Ecclestone é um homem que sabe cuidar bem de seu negócio mais conhecido e rentável, o Mundial de Fórmula 1. O dirigente já teve diversos problemas com promotores de corridas, emissoras de TV em outros momentos.

Recentemente, ele brigou com a Prefeitura de São Paulo para que a pista do circuito José Carlos Pace fosse reformada, por conta das apertadas (e modestas) instalações do traçado paulistano, frente a outras pistas do mundo que a mesma categoria vai realizar eventos.

A gestão de Fernando Haddad está cumprindo sua parte, tanto que parte da infraestrutura foi reformada, compreendendo um novo edifício para sala de imprensa, área de paddock entre outros locais. Contudo, se a relação com o município de São Paulo está bem, com a responsável pelos direitos de transmissão da categoria para o Brasil, a TV Globo, não está existindo um bom clima.

Em entrevista realizada nesta quarta-feira em Interlagos, o chefão da F1 cobrou a emissora para que ela cubra melhor a competição. Nos últimos anos, as provas para o Brasil tinham o início de exibição meia hora antes da largada, entrevistas no grid de largada, etc.

Agora, a realidade das transmissões é outra. Raras são as conversas no grid, as transmissões são abertas quase em cima da hora da largada, eventos são narrados em estúdio no Brasil e as duas últimas corridas da categoria (Estados Unidos e México) não foram exibidas no horário da largada (17h), restando a quem tivesse como opção ver a categoria em TV aberta esperar por um VT compacto após o agora extinto humorístico “Tomara que caia”. Outra prova do desinteresse da Globo com a F1 são as sessões de classificação, que antes eram exibidas na íntegra, passaram a ter apenas os dez minutos finais do Q3 e agora, alegando queda de audiência, são solenemente ignoradas.

“Acho que agora (com a nova estrutura de boxes) as pessoas daqui vão se interessar mais pela corrida. Só precisamos fazer com que a Globo fique um pouco mais entusiasmada. Precisa ser assim. O México está chegando nos brasileiros [em relação ao interesse pela pela F-1]. A Globo precisa nos ajudar um pouco mais”, disparou.

O inglês fez também um “mea culpa” em relação ao momento atual do evento, que precisa apresentar um espetáculo melhor, algo que ele promete fazer para logo.

“Precisamos de ao menos dois caras competindo. Quando quem dominava o esporte era a McLaren, tínhamos dois caras lutando. Em 2017 [quando haverá uma mudança de regras] eu tenho certeza disso. 2016 será um ano diferente também”, falou.

Foto: site oficial da F1