Caçula do Oi HD São Paulo Open, Samuel Pupo faz sucesso digno dos “mestres” do WCT

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Há pouco tempo atrás ele ainda competia como amador, mas no Oi HD São Paulo Open of Surfing que está sendo disputado na Praia de Maresias, em São Sebastião, Samuel Pupo já está chamando a atenção dos fãs quase na mesma proporção que os surfistas tops do WCT. Caçula do evento com apenas 15 anos, Pupo chegou credenciado após a vitória em Nossolar Trials, e por ser irmão mais novo de Miguel Pupo.

Mas se engana quem pensa que o caçulinha decepcionou. Logo em sua estreia teve pela frente uma das estrelas da competição, o campeão mundial Gabriel Medina. Os dois avançaram juntos para o segundo round com o jovem talento tendo um “ajuda” do ídolo. Depois disso o sucesso foi inevitável, tanto com a mídia quanto com a torcida.

Pupo conta com os conselhos do irmão e do pai, o veterano Wagner Pupo. “Eles me incentivaram nas manobras radicais e sobre estratégias de bateria. Essa experiência é muito importante para mim. Minha família é 100% surf. Minha mãe já surfou bastante. Já está no sangue. Por isso que comecei tão cedo. Por isso que já estou aqui com 15 anos no QS. Isso me ajudou bastante. Sem eles não estaria aqui”, contou.

Outro grande “auxilio” vem do vizinho Gabriel Medina, que várias vezes já declarou apoio ao novo fenômeno do surf brasileiro. “Ele e o Miguel são meus ídolos. A gente surfa juntos desde quando eu era criancinha e eles já eram do QS. Aqui, logo na primeira bateria, caí contra o Gabriel. Tremi bastante. Comecei com vários zeros. Mas consegui manter a calma e fazer um sete, com um aéreo numa onda fechando, exatamente a que eu gosto de ir”, lembrou.

“No final, ele até ajudou um pouco na marcação para eu poder passar. Na bateria é cada um por si, mas ele me ajudou, graças a Deus”, confessou o surfista, que tem como principal característica o aéreo. “É minha manobra favorita. O tempo inteiro fico esperando a oportunidade de arriscar. Treino bastante”, relatou.

Mas se voar é fácil, Pupo admite que entubar é sua maior dificuldade. “Aqui em São Sebastião tem duas ondas tubulares, Paúba e Santiago. Então, sempre que dá onda grande, eu vou para lá para treinar o tubo e ficar bem ‘deep’. Meu problema é acertar o tubo de backside, mas tenho bastante temo para treinar. Ano que vem, o tempo que eu tiver livre, vou para Teahupoo, Fiji, para treinar”, comentou, já pensando num futuro próximo, em duas das etapas mais emblemáticas do WCT.

Ele sabe que 2016 será um ano de mudanças radicais com a disputa para valer do Circuito QS, podendo chegar à elite mundial com apenas 16 anos. “O Kanoa Igarashi está entrando com 18 e eu quero entrar com tudo. Por isso quero fazer seeding. Ano que vem vai ser muito difícil. Eu e meu pai vamos escolher bem as etapas que acho que vou me dar bem, como beach break”, falou.

Os pais demonstram muita confiança no futuro do filho mais novo. “Ele é focado, obstinado. Totalmente surf. Vou ver os dois ainda correndo uma bateria juntos no WCT”, afirma Jeane Pupo. “Ele é fissurado, determinado e alegre. O irmão se espelhou em mim e agora o Samuel se inspira no Miguel. Está criando um sonho junto com o irmão”, complementou Wagner Pupo.

Apesar de só ter 15 anos, a experiência de Samuel é grande. Só este ano, já viajou nada menos que três vezes para a Indonésia. Também foi para a Austrália e duas vezes para a Califórnia. E unindo os conselhos do pai e do irmão, a vivência nas viagens e o talento, Samuca ganha confiança. “Se for com bastante vontade e foco, consigo chegar lá”, completou.

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