Comissão da Fórmula 1 veta motores alternativos para 2017

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou na manhã desta quarta-feira (25) que a proposta para a adoção de um motor alternativo para as equipes de Fórmula 1 a ser utilizado a partir da temporada 2017 foi rejeitada pela Comissão da categoria. O veto se deu em reunião realizada na última terça-feira, em Paris.

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A proposta de um propulsor alternativo, com características semelhantes aos usados pela IndyCar atualmente, foi vetada pelas quatro fornecedoras de unidades de força da categoria máxima do esporte a motor: Mercedes, Ferrari, Renault e Honda. Todas elas integram o Conselho da Fórmula 1.

As quatro empresas se comprometeram, porém, a apresentar planos para diminuir os custos de seus motores, além de aumentar o ronco das unidades. Estes planos serão apresentados até o próximo dia 15 de janeiro de 2016. A FIA ainda obrigará os fabricantes a fornecer seus propulsores para um número a ser definido de equipes a partir das temporadas de 2017 ou 2018.

Confira a nota emitida pela FIA nesta manhã:

“As reuniões tiveram como objetivo o reconhecimento de quatro pontos de interesse visando a fabricação e o fornecimento de motores alternativos, mais baratos. A Comissão da F1 optou por não seguir este caminho no momento. Entretanto, a ideia será recolocada em questão após as fabricantes apresentarem as respectivas propostas para o Grupo de Estratégia.”

“As partes envolvidas chegaram a um acordo para abordar os seguintes aspectos-chave relacionado ao fornecimento das unidades de potência na F1, que são:

– Garantia de fornecimento de unidades de potência às equipes;
– A necessidade de reduzir o preço das unidades de potência para equipes clientes;
– Simplificação das especificações técnicas das unidades de potência;
– Buscar melhorias no som emitido pelas unidades de potência.

“As fabricantes, em conjunto com a FIA, apresentarão uma proposta até 15 de janeiro de 2016 que contenha soluções para as questões apresentadas. A proposta estabelecerá também um número mínimo de equipes que cada fabricante deverá atender, assegurando o acesso às unidades de potência para todos os times.”

“Medidas também serão tomadas no sentido de reduzir o custo das unidades de potência para as equipes clientes, além de avanços no som emitido (pelos motores). Todos os acionistas concordaram que estas medidas visam a temporada 2017 ou, no máximo, a temporada 2018. A primeira reunião entre a FIA e as fabricantes para a discussão destes tópicos será realizada neste final de semana, durante o GP de Abu Dhabi.””

Foto: Mercedes



Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.