Galeano: Um herói que a torcida do Palmeiras amava odiar

Vários jogadores já vestiram a camisa do Palmeiras e muitos deixaram saudade pelo amor com que defenderam o manto verde e branco, casos de Marcos, Evair, Edmundo, Mazinho, Ademir da Guia, Luiz Pereira, Tonhão… Jogadores que por diversas razões estão marcados de forma indelével na memória dos palmeirenses.

Porém, há um que marcou na história alviverde por uma maneira insólita. Cada palmeirense que o viu jogar entre 1989 e 2001 sabia que Marcos Aurélio Galeno se empenhava pelo clube que o revelou para o futebol, mas simplesmente amava odiar Galeano.

A cada lance que ele pegava na bola havia a dúvida sobre o que aconteceria, um lance bom a favor do Palmeiras, ou uma jogada mais que estabanada, que iria merecer criticas pesadas da arquibancada, tanto que um dos lances mais inesquecíveis dele foi o gol perdido contra o São Paulo, na Copa João Havelange, de 2000, quando em partida da fase de oitavas de final, no Pacaembu ele perdeu um gol cara a cara com Rogério Ceni, num sábado a tarde.

Só que este mesmo jogador tinha conseguido uma espécie de perdão perpétuo do torcedor alviverde. Como esquecer que em 6 de junho de 2000, no mais importante jogo entre Palmeiras e Corinthians até hoje, a semifinal da Libertadores daquele ano, o volante fez o gol que acabou levando à decisão por pênaltis e a posterior “canonização” de São Marcos. A partida estava empatada por 2 a 2 e Alex cobrou uma falta no meio de campo na direção da área. Ela veio baixa na segunda trave e Dida pareceu não acreditar que ela chegasse a Galeno. Só que o camisa 25 chegou nela e de cabeça empurrou para o fundo da rede. Ali aconteceu o 3 a 2, que ninguém esquece, nem palmeirenses e nem corintianos.

Outro momento que Galeano fez história foi no Brasileirão de 2002, quando ele defendia o Botafogo e a tabela marcava um jogo entre as duas equipes para o Palestra Itália, de tantas histórias, tristezas e alegrias e com bola rolando, quando a partida estava 2 a 1, aconteceu um pênalti para o alvinegro carioca. Ele era o batedor oficial do time e foi cumprir com sua responsabilidade e na cobrança aos três minutos de jogo, ele partiu para a bola e chutou de pé direito. Ela passou à esquerda da trave defendida pelo então goleiro Sérgio e claro que a torcida palmeirense festejou a plenos pulmões o lance.

Este é Marcos Aurélio Galeano, um herói palmeirense que a torcida amava odiar.