Opinião: mais respeito com o Palmeiras, por favor!

César Greco/Ag. Palmeiras

Depois da classificação contra o Fluminense, no último dia 28, a imprensa tem colocado o Palmeiras como azarão na disputa contra o Santos, pela final da Copa do Brasil

No começo de 2015 nem o mais fanático torcedor palmeirense esperava ver o time disputando títulos esse ano. Depois de anos terríveis e com contratações duvidosas, a torcida palestrina ficou com a pulga atrás da orelha após ver, semana a semana, novos jogadores chegando para vestir a camisa verde.

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O time encaixou logo de cara, e isso ninguém pode negar. Venceu o São Paulo na primeira fase do Paulistão, e depois eliminou nas semifinais o Corinthians, o único invicto da competição. Na final, venceu o Santos, em São Paulo, mas perdeu nos pênaltis na Vila. Um bom início de ano para quem tinha sofrido até o último minuto de 2014, rezando pela permanência na primeira divisão do Brasileiro.

Depois desse bom começo, o time sofreu com instabilidade e as contusões. Oswaldo de Oliveira foi mandando embora, e diretoria trouxe Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro para dirigir a equipe. A equipe engatou uma sequência boa de vitórias e fez a torcida sonhar com título, mas, novamente, a instabilidade somada a contusão de Gabriel fizeram o Palmeiras deixar esse sonho de lado e lutar pela vaga na Libertadores.

Mesmo oscilando no Brasileiro, o time foi avançando na Copa do Brasil. Eliminou Cruzeiro, Internacional e por fim, o Fluminense. Na teoria, seria, o grande favorito a ser campeão, porém, na prática, está sendo bem diferente.

Após a vitória suada contra os cariocas, na semifinal, todos, sem exceção, colocaram o Santos como o time mais favorito, principalmente, pelo futebol apresentado durante o segundo semestre. No entanto, esquecem-se que do outro lado, tem um time que se reestruturou e já provou, nesse mesmo 2015, que pode sim, lutar pelo título.

O menosprezo que todos estão fazendo com o Palmeiras é normal. Mas a história mostra que toda vez que isso acontece, o time alviverde se impõe e acaba calando os seus críticos. Foi assim em 93, na final do Paulistão, contra o Corinthians. Em 99 e 2000, o rival também era tido como favorito na Libertadores, mas foram eliminados pelo Palmeiras. Contra o Grêmio e Coritiba, pela Copa do Brasil de 2012, todos diziam que o alviverde de Palestra Itália seria goleado em ambos os jogos. O que se viu foi um Palmeiras calando o Olímpico no jogo de ida, e vencendo por 2 a 0, e na grande decisão, empate contra o time Coxa Branca, trazendo assim o título.

Ninguém aprendeu depois de tudo isso. Não se pode duvidar da Sociedade Esportiva Palmeiras, a camisa pesa e quando este time disputa uma final, independente do adversário, tem que se respeitar o verde e branco que entra em campo.

Foto: César Greco/Ag. Palmeiras