Marcel Visconde e Pedro Queirolo vencem a Porsche 300

Marcel Visconde e Pedro Queirolo faturaram a vitória da Porsche 300, corrida de longa duração que encerrou a temporada 2015 do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil na noite do último sábado (21), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). A dupla terminou a corrida disputada no Autódromo de Interlagos na terceira posição, mas se beneficiou das punições dos concorrentes para herdar a vitória.

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A segunda colocação ficou com Marcelo Hahn e Allam Khodair, que ao contrário dos vencedores, não disputam regularmente a temporada do Porsche Cup. Eduardo Azevedo e Franco Giaffone, pilotos que foram os primeiros a receber a bandeira quadriculada, foram penalizados e tiveram que se contentar com a terceira posição.

“Tenho uma história longa aqui, e é uma história muito bonita. Vi este evento começar em 2005, fui um dos apoiadores por muito tempo e só corro na categoria faz dez anos. Sempre gostei muito de corrida longa, já ganhamos Mil Milhas com a equipe do Dener, 500 km… Então a gente tem um certo know how com corrida longa”, disse Visconde.

“Sem dúvida vai ficar marcada essa no nosso currículo, porque é legal demais ganhar a primeira e tenho certeza que o Dener já percebeu que o produto é bom e teremos várias próximas. O Pedro guiou soberbamente, fiz meu trabalho também constante o tempo todo e estamos de parabéns”, completou o veterano piloto.

“Sempre tive inveja do Marcel nas provas longas com o Porschão: Ele fazia as corridas e sempre ganhava da gente né. Então eu sabia que era o parceiro certo para vencer numa prova dessas. Foi dito e feito, fizemos um grande trabalho na pista e no box, evitando erros. Fizemos um bom ritmo e quem errou menos foi quem ganhou”, disse Queirolo.

A temporada 2016 do Porsche GT3 Cup Challenge deverá começar no mês de março, mas ainda não há calendário definido para o próximo ano.

A corrida

A largada teve Marcelo Hahn assumindo a ponta antes mesmo da primeira perna do S do Senna, trecho onde JP Mauro acertou o Porsche do pole position Márcio Basso. No giro seguinte outro acidente no mesmo local, este envolvendo Maurizio Billi, que rodou sozinho na reta dos boxes, Marcel Visconde e Fábio Alves obrigou a entrada do Safety Car.

A prova foi retomada na oitava volta e Hahn manteve a liderança. Ricardo Baptista superou Daniel Schneider no giro seguinte e pulou para a quarta posição. No mesmo giro, Ricardo superou Azevedo e assumiu o segundo posto. O quarto colocado da temporada da Porsche Cup seguiu abrindo caminho e passou por Posses, assumindo a segunda colocação.

Paulo Pomelli, com o Porsche numeral 99, foi outro piloto a ter problemas no S do Senna, ficando atravessado na pista. Na 12ª volta Schneider – que disputava posição com Azevedo – abusou da zebra e pisou na grama, parando apenas na barreira de pneus da entrada do Bico de Pato, deixando a disputa da prova.

Posses se aproximou de Hahn na 14ª volta e os dois iniciaram uma disputa pela liderança da prova, mas a direção de prova acionou pela segunda vez na corrida o Safety Car, ainda por conta do acidente com Schneider. Aproveitando a bandeira amarela, alguns pilotos aproveitaram para fazer a primeira parada nos boxes.

A corrida teve seu recomeço na 17ª volta, com Elias Azevedo assumindo a liderança, aproveitando o momento em que Hahn fez sua parada nos boxes. Porém, o piloto do Porsche número 37 foi aos boxes para a troca de pilotos e cedeu a ponta da corrida para Franco Giaffone. Allam Khodair, que substituiu Hahn, perdeu a posição para Pedro Queirolo na 18ª passagem, caindo para décimo.
Bruno Baptista passou a pressionar Franco Giaffone pela liderança da corrida, conseguindo a ultrapassagem na 22ª passagem, abrindo vantagem na frente. Sem troca de posições entre os ponteiros, as atenções se voltaram para o meio do pelotão. Na 28ª volta, Tom Filho cometeu um erro e rodou, perdendo algumas posições.

Bruno Baptista e Franco Giaffone se dirigiram aos boxes na 35ª das 70 voltas programadas para a corrida, enquanto Pedro Queirolo, que assumira a liderança da corrida, fez sua parada no giro seguinte. Ricardo Baptista voltou dos boxes na ponta da prova, mas não respeitou o limite de tempo de permanência nos boxes, sendo punido.

Clemente Lunardi, companheiro de Beto Posses, apareceu na liderança na 42ª volta, mas passou a receber uma pressão fortíssima de Edu Azevedo. Pouco depois, Luiz Fernando Elias perdeu o controle de seu Porsche na frenagem do final da reta oposta e rodou. Mais atrás, Renato Benedetto também cometeu um erro e rodou. Ambos retornaram à corrida na sequência.

De tanto pressionar Lunardi, Azevedo conseguiu induzir o rival ao erro, assumindo a liderança. O piloto do carro número 52 errou a aproximação para o S do Senna e passou reto, deixando o caminho livre para seu concorrente, indo aos boxes na volta seguinte. Pouco depois, na 58ª volta, Azevedo fez seu pit-stop.

Carlos Ambrosio assumiu a liderança, mas também visitou os boxes. Melhor para Ricardo Baptista que, ainda sem pagar a punição que tinha, pulou para a ponta da corrida. O piloto do carro numeral 27 fez sua parada na 58ª passagem. Quem então assumiu a liderança foi Franco Giaffone. Duas voltas depois, um cachorro invadiu a pista e quase foi atropelado por um competidor.

Luiz Arruda rodou no miolo e ficou atravessado no meio da pista. Na 62ª volta, Beto Leite foi quem ficou atravessado na pista, também sem consequências para o andamento da corrida. Giaffone seguiu tranquilo para completar a corrida em primeiro, mas todas as punições foram aplicadas após a corrida, fazendo com que Marcel Visconde e Pedro Queirolo ficassem com a vitória.

Foto: Fernanda Freixosa



Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.