Marcelo Melo explica como virou “consultor” de tenistas para Rio-2016

Marcelo Melo terminou o ano de 2015 como o número 1 no ranking de duplas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e o feito marca não apenas a chegada do primeiro brasileiro desde Gustavo Kuerten a posição de comando do ranqueamento dos jogadores.

O mineiro de Belo Horizonte foi responsável por destronar os irmãos Bob e Mike McBryan e para alcançar o feito, ele contou com um triunfo em Roland Garros, além de excelente pontuação ao longo do ano. O tenista esteve presente em um evento promovido pela Centauro, no Shopping Bourbon em São Paulo nesta terça-feira (24) onde conversou com a imprensa e depois falou com o site Torcedores.com a respeito de seu ano.

Torcedores – Como é chegar a condição de número 1 do mundo e superar uma lenda no tênis, os irmãos Bryan?

Marcelo Melo – É muito especial superar uma dupla que ainda está no circuito. Fiquei muito feliz e espero poder manter essa condição o máximo de tempo possível.

Torcedores – Sobre você ter vencido Roland Garros, como foi repetir o feito de Gustavo Kuerten?

Marcelo Melo – Foi mais um prazer enorme em minha carreira. Eu tinha estabelecido dois objetivos para minha carreira, que eram vencer um Grand Slam e chegar ao posto de número 1 do Ranking. Ter a presença do Guga foi mais especial ainda.

Torcedores – Desde quando vem sua amizade com Novak Djokovic? Vocês batem uma bola juntos?

Marcelo Melo – Ela vem desde 2007, quando ganhei junto do André (Sá) o Torneio de Estoril e desde lá rola uma amizade legal, temos as mesmas afinidades, e uma boa amizade juntos. Às vezes treinamos juntos, às vezes o aqueço para algum jogo que ele tenha que jogar.

Torcedores – Quanto a Olimpíada, já há algum tipo de pressão por medalha ou ainda é cedo para isso?

Marcelo Melo – Ainda está cedo para isso, para pensar nesse lado de pressão. Acho que se fizermos uma boa preparação vai dar certo de conseguirmos uma medalha em casa. Os tenistas me procuram sempre para saber como está a construção da quadra e não tem tido muitas preocupações sobre como será aqui, se pode trazer família, onde vão ficar, etc.

Torcedores – Em relação a jogar a Davis, em Florianópolis, no saibro. Foi uma decisão errada a escolha?

Marcelo Melo – Acho que não. Nunca sabemos quais serão os resultados que teremos e ninguém esperava que fosse chover da maneira que choveu. Acabou não sendo o ideal, mas também acabou não sendo uma escolha errada. O público foi lá, acompanhou bons jogos e a Croácia mereceu a vitória.

Torcedores – Na semifinal das duplas, a TV que tem os direitos de transmissão não exibiu a partida e isso gerou muitas queixas nas redes sociais. Como você recebeu esta informação?

Marcelo Melo – Fiquei sabendo que por não passar teve muitas reclamações e críticas, mas vejo um lado bom, que é o do interesse, que queriam ver o jogo e não puderam quanto mais jogos passam, mais interesse vai despertar e essa é uma roda que vai girando. Fiquei sabendo depois do jogo e mesmo antes do primeiro jogo foi divulgado que não teriam muitos jogos exibidos e tantas queixas mostram que nosso trabalho tem sido bom e desperta interesse.

Foto: Sandro Varela