Meligeni exalta fase de Melo, mas lembra: “É mérito pessoal, e não político”

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O domingo foi muito bom para o tênis brasileiro com a conquista de Marcelo Melo no Masters 1000 de Paris nas duplas. Foi o quarto troféu seguido do atual número 1 do mundo na modalidade, que chegou à incrível marca de 16 triunfos seguidos. O excelente momento do mineiro foi exaltado por Fernando Meligeni nas redes sociais. O ex-tenista, todavia, não deixou de cutucar a falta de apoio ao jogador, principalmente no começo da carreira.

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“Em tempo de poucas notícias boas fora das quadras, um MUITO OBRIGADO a Marcelo Melo por mais um título agora em Paris. Mas para ficar claro, o resultado do Bruno (Soares), do Thomaz (Bellucci), do Marcelo não são fruto de trabalho político. É trabalho pessoal deles e de seus times”, escreveu Meligeni.

Em seguida, Fininho seguiu compartilhando mensagens no Twitter explicando o porquê admira, não só Melo, os nomes citados e outros que defenderam a bandeira do Brasil nas últimas décadas quando o trabalho de base da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) era pífio.

Vale lembrar que, em 2004, Guga liderou um boicote contra a entidade para incentivar uma mudança drástica na estrutura do esporte no País. “No tênis brasileiro, vivemos de grandes nomes que aparecem por seu grande esforço e amor ao esporte. Foi assim com Guga, Jaime Oncins, Flávio Saretta e agora com Bruno Soares e Marcelo Melo, só para citar alguns”, continuou Meligeni.

Na atualidade, o tênis brasileiro apresenta melhoras nítidas na sua estrutura. Há apoio de empresas as quais ajudam nas despesas dos principais jogadores no circuito, isso sem contar o respaldo na base. Tanto que tivemos dois jogadores no topo do ranking juvenil nos últimos cinco anos: Tiago Fernandes e Orlando Luz, isso sem contar dois títulos Grand Slam na modalidade.

Ainda assim, Meligeni não esquece de citar que Marcelo e outros devem ser lembrados muito mais pelo trabalho duro pessoal do que por apoio da confederação. “É óbvio que existe ajuda, mas eles comeram o pão duro lá atrás e ninguém ajudou. Por isso (aqui vai) minha admiração dobrada a eles. Se fosse um trabalho de base, teria essa admiração pela política esportiva, mas não é o caso. Aos que perguntam por que escrevi isso, porque sei que vão tentar parabenizar ao invés de dar 99% do crédito a quem merece. Esse é nosso dever”.

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Antes mesmo do ATP Finals, Melo já assegurou o posto de número 1 do mundo ao término desta temporada. Assim, o gigante de Belo Horizonte se iguala a Guga como únicos jogadores brasileiros na Era Aberta (desde 1968) a terminarem os trabalhos de um ano no topo do ranking.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.