Opinião: O esporte não deve ser utilizado como plataforma política

Reprodução/Facebook

É difícil lembrar na história recente do Brasil, uma ocasião em que o esporte foi utilizado como plataforma política, para disseminação de um pensamento ideológico. Os fatos mais marcantes onde essa estratégia foi utilizada para discussão do pensamento foi na Copa de 1970, e a democracia corinthiana já no final dessa mesma década.

Porém, um fato inusitado refez surgir a possibilidade de utilizar modalidades esportivas para fazer polícia, o esporte da vez foi o voleibol, através do time Sesi-SP.

O fato aconteceu na primeira partida da final do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino, quando as atletas da equipe utilizaram uma camisa em menção a campanha, “Não vou pagar o pato”, idealizado pela empresa que patrocina a equipe, como uma forma de atacar o atual governo sobre o valor de impostos que são pagos no Brasil. O uniforme continuou sendo usado nas finais do masculino.

Utilizar um time ou uma entidade para repassar um pensamento político é uma estratégia comum utilizada por diferentes empresas, seja para alavancar venda de produtos ou uma ação social e até mesmo política. Deixo claro que o que a diretoria do Sesi-SP realizou está dentro da legalidade e daquilo que eles pensam como política.

Mas, usar o vôlei para repassar esse pensamento político? Considero totalmente oportunista e imoral da parte daqueles que comandam a empresa. Fazer de um momento político e tenso que vive o país para promover uma publicidade em cima da crise parece ser o ápice da covardia para assumir o poder.

Deixo claro que o diretores do Sesi-SP podem estampar o que quiserem na camisa da equipe. Mas, fazer disso política de baixo nível para obter vantagem para si mesmo é muita falta de vergonha.

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