Para voltar a brilhar, Flamengo deve se reinventar em 2016

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O ano de 2015, pelo menos no futebol foi terrível para o Flamengo. Se nos anos anteriores, o torcedor pelo menos se conformava em comemorar um título regional, nesse não há o que comemorar.

O rubro-negro investiu mais errado do que certo. Ok, nem sempre os “riscos” dão certo. Nomes como o de Emerson Sheik, Guerrero, Ederson, Cirino tinham tudo para vingar. Penso que com exceção do camisa 11, os outros ficaram devendo futebol.

A diretoria, por sua vez realizou um trabalho administrativo de respeito. Trouxe fundos importantes para o clube, mas definitivamente a Nação quer viver de títulos no ano que vem.

O Brasileirão foi histórico. O Flamengo não venceu nenhum time alvinegro. O empate com a Ponte Preta em 1 x 1 foi a gota d’água para o ambiente ferver na Gávea. Sheik abriu o bico e com razão. Contra o Santos o time jogou muito bem e parou nas defesas de Vanderlei, mas ontem foi uma apresentação horrorosa.

No mês que vem, a torcida saberá quem será o presidente do próximo triênio. Seja lá quem estiver à frente, a única certeza é de que o futebol deverá voltar a encantar. O elenco é fraco tecnicamente e precisa ser mais enxuto e homogêneo. Não há necessidades de “loucuras”. Basta saber se planejar, olhar para as divisões de baixo e encontar peças que podem resolver. A diminuição da folha será essencial, assim como não abrir mão das oportunidades de vender jogadores que estão devendo. Pará, Ayrton, Anderson Pico, Armero, Marcio Araújo, Canteros, Everton, Marcelo Cirino, Paulinho, entre outros do elenco atual devem se despedir.

É preciso mais do nunca de um planejamento sério e com objetividade. Conquistar títulos e trazer recursos. Para isso, o comando deve ser outro. Oswaldo de Oliveira não parece ser o nome ideal para essa mudança, mas a diretoria cometer riscos desnecessários também não é solução.

Faltam duas partidas para o ano terminar para o clube da Gávea. A vitória contra Atlético PR e Palmeiras são fundamentais para saber quem fica e quem sai. E não tem jogador em cima da carne seca. Guerrero, por exemplo está mais do que pressionado pela torcida. O atacante é bom, ninguém dúvida, mas passou da hora de fazer valer o investimento. Será que ele fica? É aguardar para ver.

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Sou formado em Publ & Prop, jornalismo e rádio. Trabalhei em grandes empresas do ramo de serviços e desde 2003 atuo na área esportiva. Fiz parte da equipe da rádio Record e rádio USP, onde criei, produzi e apresentei 2 programas esportivos. Coordenei o principal programa jornalístico da rádio Estadão ESPN. Atualmente atuo na área comercial.