Sensação do torneio e bi-campeã olímpica decidirão o título mundial de handebol

crédito: rafael Freitas

No final desta sexta-feira (18), foram decididas as duas finalistas do Mundial Feminino de Handebol. Na primeira partida, a Holanda, sensação do Mundial, venceu a Polônia pelo placar de 30 a 25. No segundo confronto, a Noruega, atual bicampeã olímpica e campeã europeia, confirmou o favoritismo contra a Romênia,  algoz do Brasil nas oitavas-de-final, num jogo eletrizante decidido apenas na prorrogação.

A Holanda e seu time recheado de musas foi avassaladora no primeiro tempo, principalmente na defesa. Com a goleira Tess Wester fechando o gol, a defesa holandesa limitou a Polônia a apenas 8 gols e ajudou o time a ter uma confortável vantagem de 15 a 8 no primeiro tempo. A Polônia melhorou na segunda etapa, empurrada pela fanática torcida presente no ginásio, mas mesmo assim não conseguiu parar as adversárias.

Após a partida, as jogadoras do país baixo pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Praticando um esporte não tão popular em um país onde o futebol predomina, o handebol vem ganhando atenção da mídia local. Os poucos jornalistas presentes no início da competição se transformaram em muitos, lotando a zona mista,surpreendendo as jogadoras.

“Eu realmente não acredito nisso. Me belisque, de verdade. É um sonho. Nunca imaginamos chegar tão longe. Todo mundo no país está enlouquecendo. O futebol não se classificou para a Eurocopa, então todo mundo está nos assistindo. É muito bom para o esporte do país” disse a jogadora Estavana Polman,que prometeu fazer uma dança especial com o resto do time em caso de título.

A Holanda vive um momento muito similar ao que o Brasil viveu em 2013. Sem nunca ter chegado a uma semifinal na história, fez uma campanha impecável, batendo grandes favoritas e chegando a final de forma invicta. O técnico do time holandês Henk Groener espera que isso seja uma vantagem para que o esporte cresça no pais, diferentemente do que ocorreu com o handebol no Brasil após o título. Recentemente, o técnico da seleção brasileira Morten Soubak declarou em entrevista ao portal UOL que nada de diferente aconteceu no país após o título mundial.

“Lutamos por muitos anos para que o handebol crescesse na Holanda. Essa nossa campanha deu uma grande ajuda ao nosso esporte. Temos transmissão ao vivo agora, Telões em locais públicos que ajudam na divulgação do esporte. Cabe a nós da Confederação usar o momento ao nosso favor. Diferentemente do Brasil, nós somos um país pequeno, então podemos fazer um trabalho melhor”, declarou o técnico.

No outro jogo, a atual bicampeã olímpica e campeã europeia Noruega sofreu, mas conseguiu vencer o valente time da Romênia pelo placar de 35 a 33. Em um jogo dramático,com duas torcidas muito barulhentas e vibrantes, os dois times alternaram a liderança no placar. Nos minutos finais do primeiro tempo, entretanto, a Noruega abriu uma vantagem de 3 gols e terminou com vitória parcial de 17 a 14.

No segundo tempo, o jogo seguiu parelho. Com grandes atuações da goleira Paula Ungureanu e da meia Cristiana Neagu, as romenas conseguiram virar o jogo, e chegaram a ter uma vantagem de 23 a 21, para delírio dos fanáticos torcedores romenos. Faltando 10 minutos, entretanto,a experiente equipe norueguesa teve frieza para retomar a vantagem. Os cinco minutos finais foram eletrizantes.A goleira norueguesa Kari Grimsbo salvou no último segundo o gol que daria a vaga na final às romenas. 27 a 27 e mais dois tempos de cinco minutos de pura emoção.

Na primeiro tempo da prorrogação, a Noruega, acostumada a decisões apertadas, abriu dois gols de vantagem. As romenas, apesar de não desistirem nunca, não conseguiram diminuir a diferença, perdendo por 35 a 33.

Holanda e Noruega se enfrentam neste domingo (20), às 14 horas do horário de Brasília, com transmissão ao vivo dos canais de tv por assinatura ESPN e Sportv.



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.