7 fatos que fazem os colorados sentirem saudades do time de 2006

Um ano após a conturbada perda do título brasileiro de 2005 em uma polêmica disputa com o Corinthians, o Inter brindou os seus torcedores com a melhor temporada de sua história. Embalado pela liderança de Fernandão e pelo comando de Abel Braga, o colorado conquistou pela primeira vez a Libertadores e o Mundo, marcando época e deixando uma enorme saudades nos tempos atuais.

Liderança de Fernandão – Era um time que tinha líder. Além de referência técnica em campo, Fernandão tinha a postura adequada para representar e defender os interesses do clube dentro das quatro linhas. No vestiário, sabia como cobrar os companheiros e motivar na hora certa. Vale lembrar o seu inflamado discurso minutos antes do duelo contra o Barcelona no Mundial.

Garra em campo – Não dá para lembrar daquela equipe somente pela qualidade técnica. A determinação, a garra e a obstinação pela vitória marcavam o time de Abel Braga. Naquele ano, os jogadores colorados só se importavam em vencer, e nada mais. O ápice foi após a expulsão de Tinga, no segundo tempo da final da Libertadores contra o São Paulo, quando os atletas se multiplicaram em campo e impediram na base da raça uma virada dos paulistas.

Defesa segura – Por dois momentos distintos em 2006, o Inter conseguiu formar duas duplas de zaga que até hoje ainda não foram repetidas em termos de segurança e qualidade no clube. Do início da Libertadores até o fim, Bolívar e Fabiano Eller enfileiraram grandes atuações. Do término do torneio ao Mundial, após a venda de Bolívar ao Monaco, da França, Índio assumiu a parceria com Eller e manteve o alto nível do setor defensivo. Eller e Índio foram fundamentais na vitória sobre o Barcelona.

Bom ambiente – Era prazeroso assistir as entrevistas e acompanhar o dia a dia daquele Inter justamente pelo ótimo ambiente vivido por aquele grupo. Nos anos posteriores, diversos jogadores que estiverem no Beira-Rio em 2006 vieram a público falar que aquele havia sido o melhor ano da carreira. Muitas amizades até hoje persistem e nos filmes produzidos pelo clube após as conquistas é nítido o quanto os atletas estavam em sintonia.

Títulos – Evidentemente, os títulos conquistados deixaram muitas saudades até pela forma como foram obtidos, diante de dois verdadeiros gigantes: primeiro, a Libertadores, sob o então campeão mundial São Paulo; depois, o Mundo, às custas do todo poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho e cia.

Golaços – O Inter de 2006 também sabia fazer gols bonitos. Quem frequentou o Beira-Rio naquela época se acostumou a voltar para casa satisfeito. Para citar só três: Iarley, de bicicleta, contra o Vasco; Rafael Sóbis no primeiro gol da final da Libertadores no Morumbi contra o São Paulo e Rentería dando lençol no Nacional, do Uruguai.

Comando de Abel Braga – Indiscutivelmente, foi o melhor ano da carreira de Abel Braga. O técnico vinha de dois vices consecutivos da Copa do Brasil comandando Flamengo e Fluminense e a sina de “chegar e não ganhar” já vinha o perseguindo. Em quatro competições em 2006, Abel levou o Inter a brigar pelo topo em todas: vice-campeão do Gauchão e do Brasileirão, e campeão da Libertadores e do Mundial.

Foto: Daniel Boucinha/Divulgação Inter



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.