Adidas admite, pela primeira vez, deixar de apoiar a FIFA

A companhia de material esportivo, Adidas, admite pela primeira vez deixar de apoiar a FIFA após a deflagração da investigação do escândalo de corrupção no futebol mundial.

Desde que a ação da Justiça dos Estados Unidos foi detonada em maio, a empresa seguiu ao lado da entidade, da qual é parceira desde os anos 70 e a continuidade do acordo entre as partes está condicionada a condução de reformas prometidas pelos dirigentes da FIFA para evitar a continuidade de irregularidades nos contratos de direitos de transmissão televisiva, de acordo com o presidente da organização alemã, Herbert Hainer.

“Se a Fifa conseguir se reformar, e, na minha opinião, eles estão no caminho certo para fazer isso, vamos continuar a patrocinar. Mas, se não acontecer isso, vamos pensar em quais são as alternativas”, declarou.

Neste ano, enquanto corriam as investigações, Coca-Cola e Visa emitiram notas pressionando a FIFA a mudar seus procedimentos e inclusive, solicitaram o afastamento do então presidente da entidade, Joseph Blatter.

Quanto a Adidas, o atual acordo de patrocínio com a FIFA tem duração até o final do ano de 2030.