Alex revela conselho de Felipão: “Muita honestidade não vai te levar a lugar nenhum”

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Em Alex, a Biografia, o eterno craque de Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe se despe completamente. Revela nos mínimos detalhes a trajetória de uma carreira vitoriosa, sobretudo as dificuldades do início, quando o futebol de salão não era mais rentável e a necessidade de ir para o profissional do Coritiba já não era mais uma mera escolha.

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Sem deixar de lado episódios marcantes, Alex revela uma conversa que teve com o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, com quem foi multicampeão no final da década de 90 vestindo as cores do Palmeiras. No meio de 1997, depois de temporadas consecutivas de puro destaque no Coritiba, o meia foi comprado pelo alviverde paulista. E já no final de setembro daquele ano, a sinceridade extrema e a honestidade quase traíram Alex.

Em um dos seus primeiros clássicos com a camisa do Palmeiras, Alex protagonizou uma enorme polêmica. Com a vantagem de 2×1 para o Corinthians se aproximando do final, o meia recebeu uma bola na área e se atirou o suficiente para enganar o árbitro. Pênalti marcado e convertido por Zinho, empate no placar. Perguntado se houve penalidade pelos repórteres, Alex disparou: “Não foi, não”.

“Estava 2 a 1 para eles quando entrei na área e um defensor deu um carrinho, mas pegou na bola. Para me proteger, me joguei. Não quis forçar pênalti, mas o juiz apontou para a marca da cal. Ficou a discussão: foi pênalti ou não? O Zinho bateu e empatou. No fim do jogo, os repórteres vieram em mim: “Foi pênalti, Alex?”. E eu disse: “Ele deu, mas não foi, não. O zagueiro tocou na bola””, contou.

“Cheguei na Academia depois e o Felipão me chamou: “Alex, muita honestidade não vai te levar a lugar nenhum”. Eu ouvi calado. Fiquei um tempão preocupado, sem saber se haveria retaliação. Alguns me defendiam, outros me atacavam”, acrescentou.

No Palmeiras, o sincero Alex construiu uma linda história ao se tornar campeão da Libertadores de 1999. Depois da fracassada passagem pelo Flamengo e da conturbada ida ao Parma, o meia retornou em 2001, antes de se transferir para o Cruzeiro. De volta ao Palestra em 2002, ele fez um dos gols mais bonitos da sua carreira ao dar um lençol em Rogério Ceni na vitória do Palmeiras sobre o São Paulo, no Morumbi, pelo Rio-São Paulo daquele ano.

(Photo by Heuler Andrey/Getty Images)



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.