Barça 4 x 0 Santos completa 4 anos; veja imagens que expõem erros santistas na final

Há exatos quatro anos, no dia 18 de dezembro de 2011, o Barcelona goleava o Santos para se tornar campeão do mundo pela segunda vez e evitava o tri mundial santista. Mas não foi um jogo qualquer.

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Segundo Pep Guardiola, em sua própria biografia, foi a melhor atuação do Barcelona em sua passagem pelo clube. Do lado do Santos, foi uma atuação que expôs seis meses de falta de preparo após o título da Libertadores.

E se imagens valem mais do que palavras, não há por que se alongar: as imagens abaixo mostram como o Santos jogou mal, se posicionou mal e esteve completamente perdido em campo aquele dia:

A linha de cinco que não foi treinada

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O Santos ganhou a Libertadores jogando com Danilo, Durval, Edu Dracena e Léo na linha defensiva; jogou boa parte do Brasileiro e a semifinal contra o Kashiwa Reysol com Danilo, Dracena, Bruno Rodrigo e Durval (este último de lateral); mas, logo no jogo mais importante do clube em quase 50 anos, improvisou: entrou com Danilo, Dracena, Durval, B. Rodrigo e Léo. Formação nunca antes treinada ou escalada.

A linha, obviamente, não deu certo. No primeiro lance de perigo do Barça, um chute de Messi e um rebote de Thiago Alcântara defendidos por Rafael, isso é exposto: Danilo está no meio (sublinhado), cobrindo buraco deixado pelos volantes, enquanto o lado direito da defesa fica vazio – e é por lá que Thiago quase abre o placar.

Léo não tinha condições de acompanhar a movimentação do Barça

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Léo é um ídolo do Santos – para muitos o melhor lateral esquerdo da história do clube. Mas, ao entrar em campo para aquele jogo aos 36 anos, apenas mostrou-se sem condições de atuar contra um time do nível do Barcelona. Até por que ele, em todo o mês de novembro (anterior ao da final), só havia atuado por duas vezes, e por apenas 60 minutos somados, saindo do banco em jogos do Brasileiro. Estava sem ritmo.

Para piorar, em uma formação não treinada, ficou perdido. Veja na imagem que, no primeiro gol do Barça, de Messi, ele não tem ninguém à sua esquerda – marcava o vazio. Deixou Durval com dois atacantes, sendo um o melhor jogador do mundo, correndo em sua direção. Não havia como fazer milagre. Messi saiu livre na cara do gol.

Danilo abandonava a lateral defensiva

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No segundo gol do Barcelona, novamente a falta de treino defensivo por parte de Muricy Ramalho é mostrada: Danilo, usualmente um jogador ofensivo, não foi orientado a segurar mais a posição contra um time claramente superior. Resultado? Novamente a área toda aberta, com os zagueiros precisando cobrir os buracos e um atacante sobrando onde Danilo deveria estar. Na imagem, ele está sublinhado – e muito, mas muito longe da área. Em vermelho, o jogador que aproveita o espaço.

Passividade

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O Santos aceitou tanto que iria perder a partida que, no lance do terceiro gol, Rafael fica frente à frente com três atacantes do Barcelona. Enquanto isso, cinco jogadores do Santos estão atrás deles, só observando, sem reação. Veja: o Santos tinha a maioria na área no momento, mas ninguém reage. O gol sai fácil.

Abandono de posição

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O quarto gol coroa uma série de atuações horríveis da defesa santista (tirando Rafael, que teve atuação espetacular, evitando uma goleada maior). Nele, o primeiro erro é o dos volantes: veja como há um buraco entre a disputa de cabeça na qual está Edu Dracena.

O segundo é do próprio Dracena: ele abandona a posição para disputar esta bola, e deixa Rafael completamente exposto, com três atacantes em velocidade para marcar. Novamente, um deles é o melhor do mundo, que pega a bola e marca o quarto.

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Veja que o local onde deveria estar Dracena está vazio. O Barça chega com tranquilidade. Coroou uma série de erros desastrosos no jogo mais importante do clube no século.

Imagens: Reprodução/TV Globo



Jornalista esportivo.