Del Nero admite ir aos EUA, mas diz estar sem dinheiro

O presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, admite a possibilidade de ir aos Estados Unidos defender-se das acusações feitas contra ele pela Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com o advogado do dirigente afastado, José Roberto Batocchio, isso só não aconteceu ainda por conta da falta de dinheiro para pagamentos de fiança, e taxas exigidas por aquele país.

O Departamento de Justiça dos EUA, equivalente ao nosso Ministério da Justiça, abriu contra Del Nero investigações pelos crimes de conspiração, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro por ter recebido propinas em contatos da Copa América, Copa do Brasil e Copa Libertadores da América.

Ele nega ter cometido estes atos e disse na última quarta-feira (16) quando prestou depoimento à CPI do Futebol que é inocente.

“Ele diz ser inocente. A intenção dele, em princípio, é se defender. Só que para isso a Justiça norte-americana exige um pedágio. Vai estipular um total de milhões de dólares. Ele não tem esse dinheiro para pagar. Está pensando em falar com uns amigos”, declarou Battochio ao Blog de Rodrigo Mattos, hospedado no portal UOL.

Desde que o ex-presidente José Maria Marin foi preso em maio passado, que Del Nero tem evitado ir ao exterior. Num primeiro momento ele dizia que era para defender-se na CPI, mas acabou assumindo que sua não saída do Brasil se devia a conselho de sua banca de advogados.

Ainda segundo Battochio, não há evidencias de culpa por parte de seu cliente.

“Não encontrei qualquer pessoa que entregou dinheiro para ele, nem nenhuma prova material. Só vi suposições da polícia americana que não são compatíveis com o direito penal”, comentou.