Ex-vice do São Paulo diz estar indignado e fala em ir à Justiça contra Aidar e Ataíde para que eles provem acusações

Divulgação/SPFC

Citado no áudio divulgado por Ataíde Gil Guerreiro como uma das pessoas que estariam se beneficiando do cargo que ocupava no São Paulo, o ex-vice de comunicação, Douglas Schwartzmann, negou as acusações e afirmou que vai notificar Ataíde e Carlos Miguel Aidar, para que os dois esclareçam as afirmações que fizeram na conversa gravada por Gil Guerreiro e que foi divulgada na manhã desta quinta-feira.

Leia Mais: Ex-São Paulo, Doriva tenta atrapalhar os planos do Tricolor para 2016. Entenda!

Na gravação, Aidar diz que Schwartzmann pedia comissão por qualquer negociação feita no clube. Ataíde diz que o ex-vice estaria cobrando 15% de comissão para fechar contrato com uma hamburgueria, que já teria fechado com Palmeiras e Grêmio.

“Estou indignado e estou tomando as medidas judicias cabíveis, é uma vergonha. Quero que eles provem, ou retirem o que falaram. Esse negócio nunca chegou ao São Paulo, não há nenhuma operação, proposta, transação com a hamburgueria. Isso é uma fofoca, tanto que não há nenhuma acusação contra mim, não sou investigado por nenhum fato, nenhuma denúncia contra mim”, falou o conselheiro do São Paulo, em entrevista à ESPN Brasil.

Para provar sua inocência, Schwartzmann ainda leu uma carta, que segundo ele teria sido enviada por Carlos Miguel Aidar no dia da renúncia do ex-presidente, contradizendo a conversa entre Aidar e Ataíde.

“Prezado amigo Douglas, quero que saiba, que a você e por meio de você presto um agradecimento a todos os diretores que tiveram comigo neste um ano e meio. Elogio um amigo fiel, trata-se de um reconhecimento pela dedicação, empenho, luta, conquistas, combatendo o bom combate do dia a dia. Se mais nós dois não fizemos, porque nos elegeram como Cristo e nos levaram ao calvário que vivemos. Nada há contra você, afirmo e repetirei isso sempre. Eu sou testemunha de sua honradez. Acabo de renunciar à presidência do clube e cabe a você por uma pá de cal sob tudo que pairava no ar. Você, sou testemunha, não pediu comissão alguma em negócio algum, muito embora tenha trazido importantes recursos ao clube. Mas seus detratores, querendo atingir-me, atingirão sua honradez e sua dignidade. Siga sua luta, amigo. A história haverá de reparar a injustiça que nos tomou”, leu Schwartzmann, reproduzindo o que seria a carta de Aidar para ele.

Na gravação, Aidar dá a entender que Douglas Schwartzmann também defendia os interesses de Jack Banafshera, norte-americano que teria intermediado a negociação entre São Paulo e Under Armour com direito a uma comissão de R$ 18 milhões que não foi paga depois de intervenção do Conselho Deliberativo.

Douglas afirmou conhecer Jack, mas nega qualquer comissão recebida.

“Conheço o Jack da minha atuação profissional, desde 2011. É um cidadão americano, que tem empresa constituída nos Estados Unidos. Em 2013, em uma feira, ele disse que teria empresas interessadas em investir no São Paulo. Falei para que ele procurasse o departamento de marketing do clube. Que fique claro, ele é contratado pelo marketing do São Paulo. Eu só assumi o marketing em 2015. Os contratos firmados na minha gestão não têm comissão”, defendeu-se Schwartzmann.

“Eu sei que (o Jack) abriu mão (da comissão), porque era um contrato de prospecção, que caso o conselho deliberativo não aprovasse, não teria validade. Esse contrato foi apresentado em maio e não foi aprovado. Essa comissão só poderia ser paga anualmente, ao longo do contrato, e não os 18 milhões de uma vez. Não participei, mas sei que o contrato não foi validado e o São Paulo não está provisionado”, finalizou o ex-dirigente tricolor.



Jornalista que gosta de boas histórias e grandes personagens, não importa se dentro ou fora de campo