Falcão justifica escalação de Ricardo Goulart contra o Peñarol em 2011: “Ele iria crescer”

A extraordinária passagem de Ricardo Goulart no bicampeão nacional Cruzeiro de 2013 e 2014 mostrou que Paulo Roberto Falcão estava certo. No comando do Inter em 2011, o técnico acreditou no jovem atacante e não teve medo de utilizá-lo no confronto contra o Peñarol, no Beira-Rio, na partida que marcou a eliminação do colorado naquela edição da Libertadores.

MAIS NOTÍCIAS:

Na volta ao Inter, missão de Jackson será apagar imagem deixada em um certo Gre-Nal

Carente no setor ofensivo, Inter reintegrará Aylon em 2016

“Foi cometida uma injustiça com o patrimônio do Internacional. Botei ele naquele jogo contra o Peñarol porque o Zé Roberto não estava à disposição. As pessoas rotularam ele de forma injusta. Depois foi bem no Goiás até chegar no Cruzeiro, onde foi craque do campeonato. Eu acreditei nele porque achei que era um jogador que iria crescer”, explicou Paulo Roberto Falcão, em entrevista ao Correio do Povo.

“O dono do passe queria vender o Ricardo por R$ 4 milhões, ninguém comprou. Depois daquele campeonato com o Cruzeiro, ele saiu por R$ 42, o empresário lucrou 21. O Inter podia ter comprado ele por R$ 1 milhão e não comprou. Eu consigo ver o jogador e saber se ele vai crescer. Na época (no Inter) tinha forçação para botar quatro ou cinco jogadores. Eu dizia que não iam vingar. Não pode ter obrigação de colocar a base, a base deve ser usada se tiver qualidade”, acrescentou.

Naquele jogo, Goulart de fato não teve um grande desempenho e não conseguiu ajudar o Inter a evitar a eliminação em casa. Acabou virando um dos personagens da derrota e foi perdendo espaço no Beira-Rio. Um ano depois, o atleta foi destaque no Goiás e despertou a atenção do Cruzeiro, clube em que veio se tornar um dos principais jogadores do país. Atualmente, defende as cores do Guangzhou Evergrande, da China, time dirigido por Luiz Felipe Scolari.

Reprodução/Sport.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.