Gabriel Medina e Mick Fanning avançam; título brasileiro ainda não é certo

Após cinco dias inativos, os surfistas da World Surf League voltaram ao mar na última etapa da temporada. No Round 3, o brasileiro Gabriel Medina e o australiano Mick Fanning mostraram o porquê de ainda brigarem pelo título, e avançaram com boas atuações.

O atual campeão mundial surfou a primeira bateria do dia contra Jordy Smith e não tomou conhecimento do adversário. Mick Fanning enfrentou o temido surfista local Jamie O’brien, e também avançou com facilidade.

LEIA MAIS:
Irmão de Mick Fanning morre durante etapa decisiva do Mundial de surfe, diz revista

Medina começou o dia com todo seu potencial. Foram oito ondas surfadas contra três de Jordy Smith. Controlando bem a vantagem e mostrando seu melhor surfe, somou 15.84 (7.67 + 8.17) contra 4.83 do adversário, que logo foi colocado em combinação para tomar a liderança. O brasileiro aproveitou quando tinha prioridade, quase nunca sendo ameaçado.

Mick Fanning entrou no mar para a bateria mais esperada do dia, já que sua derrota poderia garantir o título a algum surfista brasileiro. Além disso, surfava contra o free sufer Jamie O’brien, local do Havaí e conhecido como King of Pipe (Rei de Pipeline).

Porém, tudo que se viu foi um domínio do atual líder do ranking da WSL. Sem mostrar o porquê do apelido, JOB não conseguiu boas ondas, muito menos os tubos que costuma dominar com facilidade. Por sua vez, o australiano conseguiu boas e grandes ondas, com destaque para um tubo em sua primeira onda, que lhe garantiu um 8.47 e a liderança do começo ao fim. O Havaiano pegou apenas duas ondas, e a bateria acabou 12.14 contra míseros 2.70.

Filipe Toledo vai ao mar contra Mason Ho na sexta bateria, enquanto Adriano de Souza, o Mineirinho, encara Glenn Hall na 12ª e última bateria do round 3.

Crédito da foto: Reprodução/WSL



Jornalista formado pela USCS, apaixonado por esportes, cultura e comunicação. Ex-atleta em atividade, pensa que sabe algo sobre futebol, handebol e esportes americanos.