Opinião: Barcelona confirma sua superioridade contra o River Plate

Barcelona
(FOTO: Facebook Oficial FIFA World Cup)

O duelo deste domingo, pelo título do Mundial de clubes, começou como se espera de um bom jogo: pegado, ágil, com vontade. Especialmente por parte do River Plate, que, apesar da falta de finalizações a gol nos primeiros minutos, propôs um esquema mais ofensivo e, principalmente, uma marcação forte e antecipada. Nesse momento, o que se viu foi um Barcelona mais frio, estudando o seu adversário. Por alguns momentos, a torcida milionária ficou bastante empolgada com as atuações de Viudez, na frente, e Ponzio e Mercado, na marcação.

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Aos poucos, no entanto, essa marcação começou a ficar um pouco mais agressiva, e o River começou a fazer faltas duras. Messi e Neymar foram vítimas delas, e até o final do primeiro tempo já eram 17 faltas do clube argentino contra apenas 5 do time culé. Quando a marcação cerrada começou a ser desarticulada pelas incursões de Messi na área, um certo nervosismo platense começou a ficar evidente, e houve algumas rusgas. No meio delas, sempre ele: Ponzio. Em meio a um clima que já ia esquentando, o Barça fez o que sabe fazer e não tomou conhecimento. Em jogada pela esquerda, Neymar serviu Messi que, embolado entre os defensores do River, conseguiu tirar de Sánchez e dar um toquezinho no canto do goleiro Barovero: 36 minutos e o primeiro gol do Barça.

Isso deu outro tom ao jogo, que apresentou um segundo tempo completamente diferente, com um River mais cauteloso, a princípio. Mas a cautela não fez muito efeito: aos 4 minutos do segundo tempo, Suárez foi lançado e ficou cara a cara com Barovero, aumentando a fatura. Esse segundo gol deu uma boa esfriada nos ânimos do time argentino, até mesmo na marcação, e o que se viu foi o jogo mudar totalmente de característica, com o Barcelona muito mais ameaçador e à vontade do que no primeiro tempo.

Neymar buscava fazer o dele também, e teve boas chances, mas esbarrou no próprio preciosismo e na forte marcação da defesa argentina. Em uma dessas jogadas, ele driblou vários jogadores em fila, porém ficou indeciso no momento de concluir a jogada para o gol. Mas foi dele o lançamento para o cabeceio de Suárez, que fechou a conta, fazendo o terceiro gol do Barça no contrapé do goleiro Barovero. A essas alturas, com o River Plate devidamente esfriado na partida, houve trocas de passes cadenciadas e muita administração do jogo – se bem que, apesar de uma bela bola na trave de Bravo em chute de Alario e de algumas tentativas portenhas, o Barça estava mais perto do quarto gol que o time argentino do seu gol de honra.

Final de partida e os catalães tornaram-se tricampeões do mundo, mas tendo um time guerreiro e valente como adversário, que perdeu principalmente pela enorme diferença de qualidade técnica e tática. Porém, o River abrilhantou o confronto, apesar das jogadas agressivas no primeiro tempo – culpa, em grande parte, de uma arbitragem fraca e inexperiente para este tipo de partida –, o espetáculo foi bonito no Estádio Internacional de Yokohama. E o que tornou esse show ainda melhor foi a postura da torcida riverplatense, que cantou e alentou o time o jogo inteiro, inclusive quando o resultado já estava definido. Para quem gosta de futebol, foi algo magnífico de se ver. E para quem gosta do Barcelona, foi a terceira taça mundial erguida em menos de dez anos.

Crédito da foto: Facebook Oficial FIFA World Cup



Redator, professor e compositor. Tive a honra de começar minha jornada no Departamento de Telejornalismo da Bandeirantes, junto a Mauro Beting. Fã dos esportes em equipe, sou um devoto dos torneios internacionais. Acredito que o futebol, como qualquer paixão, tem que ser vivido no coração e na mente. Sem excessos e com bom senso.