Sem as letras N e M, Barcelona passa pelo Guangzhou com um hat-trick do S

campeonato espanhol
Foto: MIGUEL RUIZ - FCB

A saída de Zou Zheng do jogo, aos 35 minutos do primeiro tempo, de maca, com a perna fraturada em um encontrão acidental com Daniel Alves: foi o lance mais inusitado da partida que classificou o Barcelona para a final do Mundial de Clubes da Fifa 2015.

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O mais inesperado, no entanto, foi a ausência de Lionel Messi que, com fortes dores renais, sequer esteve no banco de reservas. Neymar, em recuperação de uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, ficou nesse mesmo banco a partida inteira, observando a atuação de seus colegas. De resto, tudo conforme o figurino e o protocolo, com o uruguaio Luis Suárez buscando furar o forte bloqueio construído pelo técnico Felipão para a defesa oriental.

O jogo começou com a boa e velha posse de bola catalã – a média ficou em pouco menos de 80% na partida –, tocando a bola no campo do time chinês, que se fechava, dificultando um pouco o ataque azul-grená. Com a demora do gol, a suspeita foi de que o Guangzhou talvez se comportasse como o Sanfrecce na partida contra o River Plate, explorando qualquer falha do rival para tentar um contrataque. Jogadores rápidos e habilidosos não faltavam no time vermelho, entre eles, Paulinho, Elkeson e Ricardo Goulart. Mas esse temor deixou de persistir aos 39 minutos da etapa inicial, logo depois do incidente que tirou o zagueiro chinês da partida. Em um rebote frontal do goleiro Li Shuai após o chute de Rakitic, o oportunista Suárez pegou a sobra e carimbou a rede, fazendo o primeiro dos catalães.

Quase a partir dali, o Barcelona passou a ficar um pouco mais à vontade com a sua troca habitual de passes. E quase porque, apenas dois minutos depois, numa cabeçada de Elkeson aproveitando um lançamento de trás, o arqueiro Claudio Bravo foi obrigado a salvar o time culé numa defesa incrível em seu canto inferior direito, fazendo jus ao seu sobrenome.

O segundo gol veio de uma maneira mais tranquila: em lançamento brilhante de Iniesta – que aliás, juntamente com Suárez e Mascherano, foi o grande destaque da partida, articulando quase todas as jogadas no ataque –, o uruguaio dominou e tocou no canto superior do goleiro chinês, marcando um golaço. O terceiro, aos 20 minutos da etapa complementar, veio através de um penal em Munir, convertido também por Suárez.

Desta vez, o trio MSN se apresentou com apenas uma das iniciais, mas as outras duas não fizeram tanta falta. Contra o River Plate, a história pode ser muito diferente do que foi contra o Guangzhou Evergrande. E seria bom se o M e o N estivessem recuperados e prontos para entrar em campo até domingo, às 08h30 (horário de Brasília). Afinal, o que está em jogo é o título de campeão Mundial de Clubes da Fifa.

Crédito da foto: Miguel Ruiz/FCB



Redator, professor e compositor. Tive a honra de começar minha jornada no Departamento de Telejornalismo da Bandeirantes, junto a Mauro Beting. Fã dos esportes em equipe, sou um devoto dos torneios internacionais. Acredito que o futebol, como qualquer paixão, tem que ser vivido no coração e na mente. Sem excessos e com bom senso.