Grêmio: busca por estrangeiros continua, mas últimos não foram bem

Lucas Uebel/Site oficial do Grêmio

O primeiro alvo foi o meia argentino Lucas Zelarayán, do Belgrano. Depois, o objetivo virou Fernando Fernández, centroavante paraguaio do Guaraní. Nenhum veio. Ambos optaram por jogar no Tigres, do México. Mas as recusas dos dois estrangeiros não fizeram o Grêmio desistir de se inserir no mercado sul-americano em busca de reforços.

Nos últimos dias, Ezequiel Cerutti, atacante argentino do Estudiantes também foi especulado. Não se surpreenda, torcedor, se o Grêmio fechar com algum gringo para 2016. Mas seria mesmo um bom negócio? No compilado abaixo, o Torcedores.com relembra em algumas linhas a passagem dos últimos estrangeiros no tricolor. Com exceção do ótimo centroavante Hernán Barcos, ídolo gremista, a lembrança, em geral, não anima.

Matías Rodríguez – Contratado para solucionar o problema da lateral direita, o argentino Matías Rodríguez não convenceu a torcida e sofreu na posição. Teve mais chances como titular no início de 2015, com Felipão e antes da afirmação de Galhardo, e suas más atuações abreviaram a passagem por Porto Alegre. Chegou a se desentender com torcedores no aeroporto na chegada de um jogo.

Braian Rodríguez – O Grêmio até agora não sabe o que fazer com o centroavante, já que ele ainda tem contrato com o clube e nenhuma outra equipe parece interessada. O fato é que ele deixou de ser opção para Roger Machado, já que acumulou más atuações em 2015 e ficou devendo gols.

Cristian “Cebolla” Rodríguez – A dinastia Rodríguez não fez bem ao Grêmio em 2015. O uruguaio Cebolla Rodríguez certamente foi a maior decepção. Contratado para ser o astro da temporada, o meia se lesionou, não jogou nem 90 minutos e pediu para ter o seu contrato rescindido.

Erazo – Há de se fazer justiça: fez um bom Campeonato Brasileiro ao lado de Geromel. Mesmo assim, não deixa muitas saudades entre os torcedores gremistas até pela última impressão deixada: a bola perdida para Rodrigo Dourado no gol do Inter no Gre-Nal do Beira-Rio.

Alan Ruíz – A ótima imagem deixada no Gre-Nal dos 4×1 em 2014, quando fez dois gols e comandou a festa na Arena, não reflete o “todo” da passagem de Ruíz no Grêmio. Foram apenas quatro gols marcados e uma série de atuações irregulares.

Maxi Rodríguez – O Grêmio poderia colocar em seu estatuto uma cláusula que proibisse a contratação de jogadores com o nome “Rodríguez”. Ao menos as experiências recentes indicam. Maxi, assim como Braian, Matías e Cebolla, não teve sucesso em Porto Alegre. Mesmo tendo reconhecidamente talento com a bolas nos pés, não se encaixou no perfil do Grêmio. Jogará no Peñarol em 2016.

Riveros – Assim como Erazo, o paraguaio não pode ser considerado uma má contratação do Grêmio. Teve alguns bons momentos em 2014, mas ao mesmo tempo nunca se firmou como titular absoluto do time.

Eduardo Vargas – Pela expectativa que se tinha, de todos, certamente, é a maior decepção. Em 2013, o chileno chegou como a maior esperança gremista para uma grande Libertadores. Não vingou e acabou indo embora na mesma temporada.

Bertoglio – Uma das apostas de Vanderlei Luxemburgo para a temporada de 2012, o meia Facundo Bertoglio acabou caindo no ostracismo e perdeu espaço no tricolor. O argentino é outro que não deixou saudades.

Miralles – É bem verdade que tinha forte concorrência no ataque, mas em nenhum momento fez por merecer a titularidade. No Santos, clube que foi na sequência, o argentino também não se destacou.

Crédito da foto: Divulgação/Grêmio.

 

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.